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Notícias
  Domingo, 5 Maio 2019

Vários funcionários da Frente Mar continuam sem receber o seu “devido e justo” salário. Apesar desta situação “gravíssima”, o presidente da Câmara Municipal do Funchal (CMF) – o principal responsável por aquela empresa municipal –, ausentou-se da Região para “passear em Jersey”.

A denúncia partiu dos vereadores e dos deputados municipais do PSD na Autarquia do Funchal, durante a conferência de imprensa que decorreu este domingo, nos Jardins do Lido.

“Não é a primeira vez que o senhor presidente da Câmara esquece, pura e simplesmente ,os funcionários da Autarquia, os seus mais diretos colaboradores”, votando-os a “mais um flagrante esquecimento, desprezo e abandono”, notou Jorge Vale Fernandes.

O vereador social-democrata endureceu as críticas ao edil e ao Partido Socialista que suporta o executivo camarário. “Foi preciso chegar ao ponto de ter uma gestão socialista na Câmara Municipal do Funchal para que os salários deixassem de ser pagos. É uma vergonha.”

As primeiras palavras de Vale Fernandes foram de solidariedade para com os funcionários da Autarquia, lamentando o sucedido e reconhecendo as dificuldades que o não recebimento do salário lhes acarreta.

“Há prestações com casa, há custos com creches, há despesas de supermercado que têm de ser pagas impreterivelmente até o final do mês, e que não se coadunam com atrasos no pagamento de salário.”

O vereador do PSD na CMF sublinhou o contínuo acumular de problemas financeiros que a Frente Mar tem atravessado ano após ano. Apesar daquela empresa municipal ter recebido o negócio dos parquímetros em 2014 ,que gera receitas anuais de 1,3 milhões, registou prejuízos em 2016 (312 mil euros) e em 2017 (330 mil euros), e neste momento tem um capital negativo de quase meio milhão de euros, ou seja, está em falência técnica.

A isto acresce o caso da Frente Mar ter sido obrigada a pagar uma indemnização de 344 mil euros a um funcionário, que a Frente Mar rejeitou integrar nos seus quadros, e, ainda, o processo de execução fiscal , por incumprimento das obrigações fiscais relacionadas com o IVA, no valor de 110 mil euros.

Uma situação que deriva da “má gestão” do presidente da CMF, aponta Vale Fernandes, cujo culminar é a falta de pagamento dos vencimentos aos colaboradores da Frente Mar.

“Mais grave é o não pagamento de salários a vários funcionários, situação que se arrasta deste o final do mês passado”, concluiu.