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Notícias
  Segunda, 29 Abril 2019
Foi perante uma plateia cheia de militantes que o PSD se afirmou, nesta noite, como a única escolha, garantindo estar mobilizado e mais do que preparado para ganhar as próximas eleições europeias, mas, também, as regionais e as nacionais. Em nome dos interesses da Madeira e do Porto Santo e contra todos aqueles que têm vindo a prejudicar, gravemente, os madeirenses, numa alusão direta ao cabeça-de-lista socialista Pedro Marques, mas, também, a António Costa, que foi denominador comum nas três intervenções levadas a cabo.

Coube a Cláudia Monteiro de Aguiar a primeira intervenção da noite, num discurso em que se afirmou, mais uma vez, altamente satisfeita com a união e mobilização dos militantes – aos quais agradeceu, numa oportunidade em que reafirmou que o PSD é, sem dúvida, «o melhor e o único partido capaz de representar e defender os interesses da Madeira e do Porto Santo no Parlamento Europeu».

Dirigindo-se a Paulo Rangel, que classificou como sendo «amigo da Madeira» e «alguém que nunca a deixou de apoiar sempre que a nossa Região e a defesa dos seus interesses estavam em causa», a candidata social-democrata pela Madeira sublinhou que, neste momento e mais do que nunca, «existe um adversário a derrotar e esse adversário é o candidato do Partido Socialista que, encabeçando a lista das europeias, foi o maior inimigo da Madeira em matéria de transportes», deixando o exemplo dos dossiês que nunca resolveu enquanto Ministro de António Costa, como foi o caso da revisão do subsidio de mobilidade e da operação do avião cargueiro, entre outros.

«O nosso compromisso é defender mais Madeira na Europa. Queremos uma Madeira melhor, mais desenvolvida, com capacidade para criar mais e melhores empregos e de se desenvolver social e economicamente. Pelo PSD e com este PSD, o meu compromisso é de sermos e darmos a primeira vitória, já nas próximas eleições europeias», disse.

Na segunda intervenção da noite e dirigindo-se a Cláudia Monteiro de Aguiar, Paulo Rangel elogiou-lhe a competência e sublinhou o reconhecimento dos seus pares, lembrando que foi a candidata social-democrata que geriu e colocou na agenda europeia diversos dossiês, entre os quais se destacam o turismo, a economia azul e os transportes. «Foi a Cláudia que pôs o turismo no mapa Europeu e se hoje nós temos uma agenda europeia para o turismo – que aliás está a ser reforçada – isso deve-se à voz da Madeira no Parlamento Europeu e eu deixo isso aqui bem claro», sublinhou, na ocasião, frisando o trabalho notável que foi desenvolvido em todas estas matérias.

Em sentido inverso, sublinhou, é precisamente nos transportes que o candidato do Partido Socialista mais falhou com o país e, em particular, com a Madeira, sendo os socialistas os principais responsáveis pelo estado a que os transportes aéreos chegaram na Região.

«Alguém tem de dizer ao senhor Cafofo e ao senhor Costa que isto não é maneira de tratar a Madeira», disse, sublinhando não fazer sentido a escolha para cabeça-de-lista da lista europeia de alguém que foi incapaz, que se recusou, que não quis resolver o problema do transporte aéreo, que tanto está a prejudicar a liberdade de circulação dos cidadãos, desde os mais jovens aos mais idosos, desde os que estudam aos que precisam de tratamentos de saúde, que está a prejudicar a economia, a importação e a exportação e que, no fundo, «quer isolar a Madeira e quer que ela fique sozinha, sem ligações à Europa».

«Apesar da propaganda e das habilidades desse cabeça-de-lista que foi Ministro do Planeamento e das Infraestruturas, importa que se diga que também é ele que esta a fazer um corte radical e a aceitar os cortes nos fundos para Portugal, nos fundos para a Política de Coesão e nos fundos para a agricultura, já que a proposta que a Comissão Europeia apresentou foi negociada por ele», reforçou Paulo Rangel, garantindo que, ao contrário dos socialistas, «o PSD nunca aceitará «uma proposta da Comissão e vetaremos sempre qualquer proposta se ela significar cortes nos fundos para Portugal e para a Madeira, com ganhos para países muito mais ricos do que nós».

Elogiando e afirmando a candidatura de Cláudia Monteiro de Aguiar, Paulo Rangel salientou que, em maio, «é já a primeira oportunidade para dizer ao senhor Cafofo e ao senhor Costa e à lista que prejudicou os interesses da Madeira que se têm de preparar para uma derrota estrondosa. O que está em causa não é apenas mais um voto: é uma opção entre aqueles que estão a defender os interesses da Madeira e de Portugal e aqueles que só estão a pensar no poder pelo poder», disse.

Já o Presidente do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque, encerrou o período dos discursos, garantindo que o PS sairá derrotado já nas europeias. «Não é só por nossa causa que o Partido Socialista vai sair derrotado na Madeira, mas é, justamente, pelos madeirenses e porto-santenses que conhecem a tendência histórica deste partido para submeter os madeirenses ao centralismo de Lisboa e para impor aquilo que eles não querem e mais rejeitam», disse, na abertura da sua intervenção, assegurando «que o PSD, o partido da liberdade e da autonomia dos madeirenses e o único partido que garantiu o desenvolvimento integral da nossa terra, vai continuar a liderar os destinos desta Região».

Elogiando a escolha de Paulo Rangel para cabeça-de-lista e garantindo que qualquer comparação ao seu homónimo socialista «é uma vergonha», Miguel Albuquerque teceu duras criticas a Pedro Marques, «a alguém que tem a lata de pedir a confiança e o voto dos madeirenses» quando foi ele que «protelou, adiou e enterrou a revisão do subsidio de mobilidade para a Madeira, quando foi ele que não assegurou o transporte marítimo e os preços acessíveis da TAP, quando foi ele que excluiu a Madeira do Programa Nacional de Obras Públicas», entre muitas outras desgraças e pediu uma vitória robusta nas próximas eleições de 26 de maio.

«O partido está unido, mobilizado e preparado para a luta das europeias, das regionais e das nacionais e somos um partido que desperta os seus instintos guerreiros e de combate político quando tem grandes desafios pela frente», disse.

«Nós somos o único território que não é governado pela esquerda da dissimulação, a esquerda do engano, a esquerda do faz-de-conta, a esquerda da estagnação, a esquerda da mentira! Nós somos a única terra de Portugal que é governada por um governo que faz aquilo que diz e que cumpre aquilo que promete», sublinhou, rematando taxativamente que o PSD está aqui para «defender a autonomia política da Madeira, uma conquista da social-democracia e do nosso grande partido PSD que é mais atual do que nunca e que necessita do nosso combate para que as novas gerações nunca tenham a espinha curvada frente às prepotências de lisboa».