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Notícias
  Sexta, 5 Abril 2019

A falta de planeamento, de coordenação e de oportunidade com que a Câmara Municipal do Funchal (CMF) lança obras, tem transformado a circulação automóvel no centro da Cidade num caos.

As cidades vão se adaptando às rotinas diárias das pessoas. Os caminhos que elas escolhem para ir para o trabalho, para as escolas dos filhos. Quando estamos sempre a alterar essas rotinas, essas dinâmicas, os automobilistas são obrigados a procurar constantemente alternativas. A Cidade ressente-se. Há graves transtornos no trânsito.

É isto que está a acontecer, atualmente, no Funchal, constatou esta sexta-feira Elias Homem de Gouveia, vereador do PSD na CMF, durante uma conferência de imprensa que decorreu na Praça da Autonomia.

“É notório para todos os munícipes que transitar de automóvel dentro da Cidade se tornou um caos. Tem havido falta de planeamento, tem havido até falta de oportunidade no lançamento das obras”, disse o autarca, exemplificando com encerramento da Rua do Carmo e do Largo do Pelourinho em vésperas das férias escolares. Elias Homem de Gouveia defende que o executivo municipal poderia ter aproveitado o período de interregno escolar para encerrar as vias e proporcionar uma melhor adaptação na circulação automóvel.

“[A Câmara] vende o Funchal como uma Cidade fácil de circular, quando na verdade os funchalenses têm a sua vida infernizada no dia-a-dia”, apontou o vereador, elogiando o trabalho feito pelos agentes da Polícia de Segurança Pública, no sentido de facilitar a mobilidade automóvel.

“O PSD não é contra o encerramento de ruas”, salvaguardou Homem de Gouveia. No entanto, alerta que é preciso estudar os efeitos desses encerramentos e que estes devem ser devidamente planeados.

Se nas últimas décadas do século XX as cidades foram desenhadas para o automóvel, que tinha mais primazia, hoje em dia há maior regulação ao separar aquilo que é o espaço do peão e aquilo que é o espaço destinado ao veículo.

O paradigma mudou, referiu. “Não estamos contra isso. Eu não posso, numa atitude quase que anti-democrática, proibir a circulação automóvel. Tenho de dirigi-la, torná-la prática. Tenho de dar liberdade às pessoas para escolherem se querem andar a pé ou encontrarem uma mobilidade alternativa, designadamente através de veículos elétricos.”, disse, concluindo: “Tenho de arranjar alternativas mas não posso de forma alguma condicioná-las.”