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Notícias
  Sexta, 5 Abril 2019

Miguel Albuquerque lembrou os avanços que a Autonomia trouxe à Madeira, sobretudo ao nível da Educação e da Saúde. "Nas ilhas, ficava-se analfabeto antes da Autonomia, não havia escolas nem havia professores, morria-se porque não havia médicos nem havia centros de saúde e emigrava-se", disse, no Congresso Congresso Insular de Enfermagem Madeira-Açores.

Segundo o presidente do Governo, a constituição do sistema regional de saúde foi um "das grandes conquistas da Autonomia" e trouxe níveis de vida que antes não existiam. "E é, por isso, que estamos todos aqui a lutar para continuar a melhorar", afirmou, destacando o papel dos enfermeiros nesse processo.

"Aqui na Madeira ninguém desrespeita os enfermeiros, ninguém diz que os enfermeiros são selvagens e eu, como governante, posso estar ou não de acordo com as reivindicações das classes sociais, posso ou não posso ter possibilidades de decisão política, mas uma coisa que nunca fiz, nem o meu Governo faz, é insultar as classes profissionais", disse, acrescentando que pertence "a uma geração de políticos que estão a ficar fora de moda". "Não sou um político da internet nem do beijo fácil, sou um político que aprendi que quando se promete uma coisa ao povo temos de cumprir. E outra coisa que eu fui educado foi ter a frontalidade de assumir as responsabilidades."

Admitindo um "pacto de confiança" com os enfermeiros, Miguel Albuquerque assegurou que vai continuar a aposta no diálogo social.

Um dos compromissos assumidos com esta classe foi a contratação de novos profissionais. Até à data, já foram contratados 273, estando em vias de abertura um concurso público para mais 128.

Miguel Albuquerque salientou ainda que, apesar de não estar no programa do Governo, foi garantido o acordo que prevê o descongelamento de carreiras, que far-se-á de forma faseada, desde 2019 a 2021. "A verba para este desbloqueamento de carreiras é de 4 milhões de euros e abarca 1.500 enfermeiros da Madeira”.

Está também a ser garantido o suplemento remuneratório aos enfermeiros especialistas.

 

No mesmo dia, e porque se assinalava a Revolta da Madeira, Miguel Albuquerque referiu que esta data é um convite à reflexão sobre a discriminação do povo madeirense: "É importante aproveitarmos esta data para lembrarmos aquela que foi a maior conquista histórica do povo madeirense. A conquista da autonomia política e a necessidade de preservar, alargar e defender essa autonomia."