• bannerSitePSDM3jan2020.jpg
Notícias
  Quinta, 28 Março 2019

Os vereadores do PSD na Ponta do Sol questionam os critérios utilizados na atribuição de apoios municipais às associações do concelho, que resultaram este ano em cortes ‘cegos’ que chegam a atingir 40% quando comparados com 2018.

Em causa, explica Juvenal Silva, vereador social-democrata na Câmara Municipal da Ponta do Sol (CMPS), estão os cortes generalizados nos apoios camarários às instituições ponta-solenses que diariamente trabalham em prol das pessoas do concelho, em áreas diversas como a cultura e a juventude.

“São instituições que fazem um excelente trabalho, bastante meritório, e que vão sofrer cortes anuais entre os 20 e os 40%”, nota Juvenal Silva, dizendo não compreender os argumentos apresentados pelo executivo do PS da CMPS. “Não fazem qualquer sentido”, diz, mostrando-se “bastante preocupado” com o impacto que esta política “sem critério” terá nas atividades desenvolvidas por estas associações.

A justificação da Câmara, diz Juvenal Silva, foi que iria cortar o apoio a algumas instituições para reforçar as verbas para as que têm uma componente social mais forte. “Não é verdade”, frisa. “Houve associações que sofreram cortes de 20% outras de 40%, sendo que estas também têm uma forte componente social e de formação dos mais jovens, nomeadamente a Casa do Povo ou a Banda Municipal”, exemplifica o vereador do PSD, dizendo que o anunciado aumento no apoio aos Bombeiros é igualmente uma falácia.

“Efetivamente não houve nenhum aumento para a Corporação de Bombeiros. Aquilo que a CMPS fez foi incluir no protocolo outros acordos já existentes entre a Autarquia e os Bombeiros, nomeadamente o POCIF (Plano Operacional de Combate aos Incêndios Florestais)”,  clarificou, explicando que enquanto anteriormente existe este protocolo e outros ao longo do ano, agora a Câmara decidiu juntar todos os apoios num único documento na tentativa de dizer que aumentou o apoio.

Na prática, nas contas do PSD, apenas a Fundação João Pereira – “que tem também desenvolvido um enorme trabalho” – viu os apoios municipais cresceram. Do lado oposto, está um claro desinvestimento na cultura, num concelho que se afirmou como um importante polo cultural. Exemplo são os “inexplicáveis” cortes, na ordem dos 40%, sofridos na Associação Avesso que todos os anos realizava no concelho festivais de teatro, que são já um marco no panorama regional e nacional.

Para além do investimento privado que fez com que a Ponta do Sol se diferenciasse dos restantes concelhos da Região em termos culturais, a Associação Avesso desempenha um papel de extrema relevância nesta área. Por isso, o PSD considera os cortes nesta área um enorme retrocesso cultural para o concelho.