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Notícias
  Sexta, 22 Março 2019

A limpeza urbana e a recolha de resíduos no Funchal está “caos”. Os funcionários do Departamento de Salubridade da Câmara Municipal do Funchal (CMF) queixam-se de exaustão, por estarem sobrecarregados de trabalho. A Autarquia não tem recursos humanos suficientes para assegurar a limpeza diária da Cidade, e ainda assim continua a adiar, há mais de um ano, a abertura do concurso de admissão de novos cantoneiros e de motoristas.

O alerta partiu da vereadora do PSD no Funchal, Rubina Leal, que tem recebido “inúmeras queixas” dos funcionários, que trabalham “horas a fio” para tentar compensar as “falhas existentes” no Departamento de Salubridade. “É urgente reforçar o número de cantoneiros e motoristas”, defende Rubina Leal, elogiando o esforço dos colaboradores municipais que trabalham para manter a Cidade limpa.

“Nós percebemos que há um grande empenho de todos os funcionários da Salubridade mas o corpo de recursos humanos que existe não é suficiente para dar resposta ao número de solicitações da Cidade”, acrescenta, dizendo que o Funchal cresceu, tem mais pessoas, e como tal uma maior produção de resíduos. É necessário por isso reforçar os recursos, quer humanos, quer técnicos.

O Funchal está hoje “refém” de outros municípios em termos de limpeza diária, quando anteriormente era um exemplo para a Madeira e para todo o País. “Antes ganhávamos prémios ambientais e até cedíamos a outros municípios as nossas viaturas. Hoje, por exemplo no Carnaval, as ruas foram limpas com o apoio dos concelhos da Ponta do Sol e de São Vicente”, nota Rubina Leal, exigindo mais e melhor investimento numa área fundamental para a Cidade.

Perante este cenário, o PSD não consegue aceitar que continue a existir um conjunto alargado de viaturas paradas por falta de manutenção, não só na Estação dos Viveiros como em oficinas privadas espalhadas pelo concelho, já que o Departamento, com os poucos recursos que tem, não consegue dar resposta. Rubina Leal também não compreende, como é que com o parque automóvel neste estado, praticamente votado ao abandono, a Autarquia anuncia com “grande aparato” a aquisição de nove viaturas por mais de 1,3 milhões de euros.

“Por um lado há este investimento, mas depois não cuidam das viaturas que estão paradas, nem olham para os recursos humanos. Temos oficinas sem funcionar, e temos um concurso de cantoneiros que está há mais de um ano sem estar resolvido”, resume a vereadora social-democrata.