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Notícias
  Segunda, 18 Março 2019

O presidente da Câmara Municipal do Funchal, para além de estar ausente da Município e de se demitir das suas funções e responsabilidades, usa e abusa do cargo que ocupa na Câmara para fazer campanha eleitoral na Madeira e até mesmo na Europa.

A gota de água, para a vereação do PSD, foi a última Reunião de Câmara, realizada na passada quinta-feira. “Foi ridícula, reveladora da incompetência deste executivo, e prova disso é que a Reunião de Câmara não demorou mais de 25 minutos com dois pontos únicos: um referente a uma isenção de taxas e outro para autorizar o vice-presidente a representar a Autarquia em Tribunal”, denunciou Rubina Leal.

A vereadora social-democrata constatou: “Chegámos ao limite. Não podemos ter uma Câmara com a uma dimensão como a do Funchal, com assuntos tão importantes para decidir e resolver, e que depois se resumem a dois pontos únicos que não são representativos do trabalho nem da responsabilidade que a Autarquia deveria ter”.

Uma situação, segundo a vereadora social-democrata, reveladora de um Município Autarquia à deriva, sem liderança e sem coordenação, porque tem um presidente de Câmara que desde a primeira hora se demitiu das suas funções para estar constantemente em campanha.

“Basta olhar para a agenda do senhor presidente de Câmara que passada quarta-feira, sem qualquer pudor, afirmou ter percorrido cinco concelhos da Madeira em plena campanha, acompanhando o candidato do Partido Socialista às eleições Europeias.”

Mas as ‘saídas’ do presidente “em part-time” não se limitam à Região. “Recentemente esteve nos Açores, supostamente em férias; em dezembro esteve em Londres, se calhar em férias; em junho esteve em Jersey, também se calhar esteve em férias.”

Por isso, Rubina Leal questiona: “Ora onde é que deve estar o presidente de Câmara, senão na Autarquia para o qual foi eleito?”, referindo que “em vez de ser presidente da Autarquia do Funchal, o edil continua a usar e a abusar do cargo que ocupa para fazer campanha eleitoral, até Europa fora”, algo que considera “inaceitável”.

Rubina Leal sublinha que o executivo autárquico do Funchal não pode demitir-se das suas responsabilidades nem das questões mais básicas do Município, exigindo à Coligação “respeito por quem a elegeu, respeito pelo Funchal e pelos funchalenses.”