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Notícias
  Sexta, 8 Março 2019

José Prada, advogado, é o secretário-geral do PSD-Madeira, um social democrata que acredita, sem reservas, num partido de passado, de presente mas sobretudo de futuro. Olha em frente, num ano com três eleições, e só vê PSD. Não deixa margem para eventuais dúvidas sobre a unidade, acredita na maioria absoluta, em Albuquerque líder, em Jardim com Albuquerque no mesmo “barco partidário”, não faz por menos. É para ganhar e pronto, não se fala mais nisso, como sempre disse o povo ao PSD sob liderança de Alberto João Jardim, mas também nas últimas legislativas regionais, já com Albuquerque, embora com vitória “presa” por um deputado. Mas por um se ganha, por um se perde. E isto de vitórias é muito fácil de perceber, segundo o dirigente partidário. Foi o PSD que colocou a Madeira em marcha, como refere a letra da “marcha” que marcou o “toque a reunir” de tantos momentos. No fundo, é mais ou menos, em marcha que ganha não se mexe.

Saber ouvir, interpretar e saber esclarecer

No terreno, o partido posiciona-se junto das bases, já com as Europeias muito perto, a 26 de maio, mas com as Regionais bem presentes e com uma relevância particular. Vale o Governo. José Prada assenta a estratégia em quatro pilares fundamentais. Primeiro, “união do partido à volta de um projeto comum, o segundo a mobilização do partido, no trabalho de campo, junto à população, o terceiro é saber ouvir e interpretar o que as pessoas querem de nós, tendo em vista até a elaboração do próximo programa de Governo, e o quarto saber esclarecer a população e denunciar as mentiras da oposição”. Em síntese, José Prada apresenta “um PSD junto da população”, mas salvaguarda que isso “sempre aconteceu”, sublinhando que “o PSD sempre ouviu as pessoas, não é de agora. A tal ponto de, também sempre, termos elaborado os programas de governo com base, também, nos contactos com as pessoas nos adros das igrejas”.

Não há um antes e um depois, há um agora

Não partilha da opinião que vai no sentido do partido sentir necessidade de recuperar um pouco esse contacto com as bases, nem tão pouco faz ligação das alterações operadas na “máquina” partidária a uma eventual necessidade de retomar essa proximidade, que alguns consideram entretanto perdida. Prefere o discurso de futuro, recusa que o PSD assumisse esse distanciamento que dizem, vai pelo lado positivo, reforça a ideia que “o PSD sempre soube como transformar a Madeira, adaptou-se aos novos rumos, às novas orientações e aos novos desejos da população”.

Não concorda, por isso, que haja a interpretação de um partido antes do último congresso e um partido depois do último congresso, já este ano de 2019. O apelo à unidade foi por ser um congresso e por estarmos em ano de eleições, é normal esta mobilização, reforça a leitura que faz. Deixa claro que “não há um antes nem um depois, há um PSD agora, que respeita o histórico e convive muito bem com o seu passado. Ao contrário dos outros partidos, nós temos passado, temos presente e vamos ter futuro, é isso que faz inveja. Temos um líder, que é o Miguel Albuquerque, temos militantes, temos dois braços armados cada vez mais ativos, que é a JSD e os TSD. Contamos com todos os militantes, todos mesmo, que nos vão ajudar nestes desafios que se colocam em 2019”.

Temos três eleições para ganhar

A necessidade de um apelo à unidade, sentida pelo PSD-Madeira em diversos momentos, uma situação visível nos últimos tempos, não é um facto que mereça grande relevância na medida de supostas interpretações que coloquem dúvidas sobre qualquer atitude de receio pela conjuntura política regional. O secretário-geral social democrata diz que “os Congressos são sempre momentos de grande envolvimento partidário, que servem precisamente para incentivar a estrutura global dos partidos, para pedir união e mobilização. Sobretudo por ser necessário vincar mais este posicionamento em função de estarmos num ano de intensa atividade eleitoral. Temos três eleições para ganhar e só poderemos fazê-lo num clima de grande unidade e mobilização. A vitória depende só do PSD”.

Não é preciso qualquer refiliação nem eliminação de militantes

Focou a JSD (Juventude Social Democrata) e os TSD (Trabalhadores Social Democratas) como pilares, como “braços armados” do partido. O PSD consegue cativar a juventude? Consegue recrutar jovens? Não precisa de “refrescar” a militância? Não carece de qualquer processo de refiliação? “O PSD não tem esse problema, a JSD está no terreno, ativa, colaborante com o partido, basta ver as semanas temáticas que tem desenvolvido, tem o conselho regional no próximo fim de semana, está determinada, tal como os TSD. Não é preciso qualquer refiliação, não é preciso qualquer eliminação de militantes, precisamos de todos para ganhar as eleições”.

O PSD tem orgulho no seu passado

José Prada é de opinião que, hoje, já não se coloca a questão do chamado “jardinismo” e dos “jardinistas”. Considera que “o Dr. Alberto João Jardim representa a grande obra que fizemos nos últimos 40 anos. É presidente honorário do partido, foi presidente do partido durante largos anos, nós temos orgulho nisso. O PSD tem orgulho no seu passado e nunca esquecerá, quer o Dr. Alberto João Jardim, quer o seu membro honorário. O dr. Miguel Albuquerque conta com o apoio do Dr. Jardim, da mesma forma como conta com o apoio de todos os militantes. Sempre houve unidade, mas este ano, particularmente, é preciso apelar a um reforço dessa mesma unidade, mostrando a toda a gente que estamos no terreno para continuarmos a desenvolver a Madeira. Se a Madeira é o que é hoje, deve muito ao Dr. Jardim e ao Dr. Albuquerque. Vamos estar unidos, mobilizados, nas ruas, mostrando às pessoas o melhor caminho para a Madeira”.

Se fosse do PS tinha vergonha

O novo enquadramento político, na Região, pressupõe igualmente a necessidade de ajustamentos à estratégia. Pela frente, o PSD tem um candidato aparentemente mais forte, dos mais fortes que já enfrentou em 40 anos. Prada confessa que “se fosse do PS tinha vergonha, apresentar um candidato que não é militante. Eu, como PSD, nunca admitiria ter um candidato que não fosse militante do PSD. O nosso candidato é militante, honra e respeita o seu partido, mas pelos vistos o PS não tem candidatos e é obrigado a ir buscar fora”. Por isso, medo é coisa que o PSD não tem. Vai mais longe e diz que “o PSD não tem medo de qualquer candidato, a prova disso é a mobilização que existe à volta do nosso candidato, o Dr. Miguel Albuquerque, O PSD nunca teve medo durante 40 anos, não é agora que vai ter”.

Mas seja como for, a verdade é que o panorama político regional está diferente, a avaliar pelos estudos e pelas sondagens até ao momento conhecidas, apontando para uma possibilidade muito forte de não haver, nas Regionais de 22 de setembro, uma maioria absoluta que tranquilize o vencedor, seja ele qual for. José Prada recusa comentar “estudos ou sondagens”, diz mesmo que “a única sondagem que vale é o dia das eleições. O PSD está convencido que vai ganhar as eleições regionais e, por isso, qualquer questão relacionada com maiorias relativas e coligações, nem sequer faz parte do pensamento do partido. O PSD só pensa na vitória”.

Não há cansaço de 40 anos

José Prada diz haver uma mobilização à volta do líder Albuquerque e em relação às europeias não aceita outra coisa que não seja um lugar elegível para o candidato da Madeira.
A resposta que dá quando colocamos a questão da eventualidade de existir um certo cansaço do eleitorado face a uma governação social democrata, ou pelo menos o desgaste de um governo de 40 anos, é clara, lembrando que não nota qualquer cansaço, antes pelo contrário, há pujança na governação. E dá um rol de exemplos: “Consolidámos o equilíbrio das Finanças Públicas, reforçámos a modernização e internacionalização da economia, há mais crescimento económico, temos mais e melhor emprego, o investimento privado cresceu, há mais proteção, apoio e coesão social, temos menos impostos para as empresas e para os cidadãos, há mais rendimento das famílias, há melhor Saúde, melhor Educação. Foi regularizada a carreira docente, com recuperação de direitos dos professores. Tudo isto é para continuar”.

A bipolarização sempre existiu

Sobre a bipolarização, que se prevê neste ato eleitoral, também diz que “sempre houve”. E explica melhor o que quer dizer com isso: “A bipolarização de que muito se fala, sempre existiu ao longo de mais de 40 anos. De um lado, temos os que defendem a Autonomia e a manutenção dos nossos direitos. Do outro, aqueles que facilmente mudam de opinião pela sede de poder. Foi sempre assim”.

O PSD Madeira só pode aceitar lugar elegível na lista às europeias

Para já, antes mesmo das Regionais e das Nacionais, o primeiro confronto eleitoral está apontado para a Europa, com o PSD a tentar colocar a sua candidata num lugar elegível. José Prada diz que “o assunto relacionado com a candidatura às eleições europeias, será abordado, a seu devido tempo, pelo líder do partido Dr. Miguel Albuquerque”. Mas dá a sua opinião, defendendo que “o PSD só deve aceitar se for em lugar elegível, no mínimo o sexto. Temos um bom candidato como cabeça de lista, que tem dado provas na Europa".

*Publicado em Funchal Notícias 08.03.2019