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Notícias
  Segunda, 19 Outubro 2015

O PSD Madeira pede "responsabilidade e pragmatismo" relativamente à situação política vivida no país: "quem venceu as eleições tem a confiança dos portugueses e deve, por isso, constituir Governo; quem perdeu as eleições deve respeitar os resultados escrutinados e assumir o papel de oposição". Para os social-democratas, o impasse político atual, apesar dos resultados claros expressos pela vontade popular, coloca em risco a recuperação económica e a elaboração do Programa do Governo e do Orçamento do Estado, situação que poderá ter repercussões nas Regiões Autónomas. Além disso, sustentam,esta prorrogação no tempo "só alimenta a especulação, a instabilidade nos mercados e a indefinição na vida das pessoas, das famílias e das empresas".

Segundo Tranquada Gomes, porta-voz da comissão política, que reuniu ao fim da tarde de hoje, "a dialética democrática não é um processo que se respeita apenas quando os resultados nos convêm, mesmo que esses resultados tenham sido um monumental balde de água fria". "Uns e outros têm de assumir as virtudes e os defeitos do sistema político, mas acima de tudo uns e outros têm respeitar a soberania e a vontade popular", disse.

Para o PSD Madeira, a vitória da Coligação ´Portugal à Frente´ provou que em democracia não há vencedores antecipados: "Depois de quatro anos e meio de austeridade imposta pelo descalabro do Governo socialista anterior, a Coligação, imbuída de forte espírito de responsabilidade, de rigor e de perseverança, logrou cumprir o seu objetivo: vencer as eleições de 4 de outubro".
Ainda no que se refere às Legislativas, Tranquada Gomes sublinhou a importante vitória eleitoral obtida pelo partido no círculo da Região Autónoma da Madeira, afirmando que, "num contexto extremamente difícil, marcado pelo ajustamento e pelo reequilíbrio das contas públicas portuguesas, o PSD Madeira conseguiu demonstrar que é o partido em que os madeirenses confiam e com o qual contam para a resolução dos seus problemas".  "É notável vencer 10 dos 11 concelhos e 50 das 54 freguesias, no contexto em que estas eleições se realizaram", acrescentou, agradecendo ao povo madeirense pela confiança depositada no partido.

O trabalho inexcedível dos candidatos, das comissões políticas de freguesia e de concelhia e dos militantes e simpatizantes nesta campanha eleitoral foi outra das notas deixadas na Comissão Política de hoje. "Todos contribuíram de forma abnegada e exemplar para levar a nossa mensagem ao eleitorado madeirense e para o sucesso da aceitação das nossas propostas", afirmou Tranquada Gomes.


Quanto ao deputados eleitos, Sara Madruga da Costa, Rubina Berardo e Paulo Neves, o PSD Madeira salienta que "estarão seguramente à altura deste enorme desafio" e "serão os primeiros a defender os interesses da Madeira e do Porto Santo e uma Autonomia de dimensão nacional e europeia". "Ao contrário de outros, o PSD Madeira colocou sempre, e antes de tudo o resto, a Autonomia e foi o primeiro a desejar consensos políticos alargados quando estão em causa os interesses e os direitos da nossa população. Para nós, o fundamental é criar soluções e não inventar mais problemas."


Nesta reunião da Comissão Políticafoi ainda marcado o jantar de Natal do partido para o próximo dia 12 de dezembro.