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Notícias
  Quinta, 31 Janeiro 2019

O PSD apresenta hoje, em Reunião de Câmara, um voto de protesto contra o encerramento de 54 hortas urbanas no sítio dos Salões, em São Gonçalo.

“Trata-se de mais um erro deste executivo da Autarquia do Funchal, que não aposta em projetos de sucesso como é o caso das hortas urbanas”, apontou Rubina Leal, lembrando que estes espaços servem de “apoio à economia familiar, através da agricultura de subsistência.”

Segundo a vereadora do PSD, a Câmara Municipal do Funchal (CMF) quer acabar com as hortas e, propositadamente, cria entraves ao nível do fornecimento da água para desencorajar os horticultores de cultivarem os terrenos. “Há 5 anos que estes hortelãos passam imensas dificuldades por causa da escassez da água. Alguns têm contornado a situação levando água de casa para a rega, mas alguns desistiram”.

Há, também, hortas abandonadas porque a Autarquia não as atribui a outras pessoas, apesar da lista de espera de concorrentes ser grande, explicou a autarca, lamentado a postura da edilidade antes e depois das autárquicas.

“O executivo da Câmara do Funchal disponibilizou água aos hortelãos de São Gonçalo antes das eleições. Logo depois de ter ganho as eleições fechou a torneira. Agora fecha definitivamente a porta, colocando apenas um aviso a informar as pessoas que têm de desocupar o espaço”.

Para Rubina Leal, esta foi uma opção meramente política da Autarquia. “Optou por não pagar o proprietário do terreno onde funcionam as hortas, optou por não apoiar as pessoas que ali trabalham todos os dias, para poder aplicar o dinheiro em outras coisas”.

Mas mais uma vez, referiu, a CMF opta pelo mais fácil: “Sempre que se trata de uma situação polémica, o executivo nunca dá a cara, esconde-se por trás dos técnicos camarários. E neste momento os hortelãos terão prejuízos. Muitos não sabem o que fazer com os 200 animais que têm naquele espaço”, alertou a autarca social democrata.

O PSD defende, em primeiro lugar, que os horticultores sejam ouvidos, em segundo lugar que o executivo tenha a coragem de comunicar verbalmente com o conjunto de pessoas que se dedicam “arduamente” à manutenção dos terrenos. Por último, defende que haja uma negociação com o proprietário do terreno para que as hortas de São Gonçalo não sejam desmanteladas.