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Notícias
  Domingo, 20 Janeiro 2019

A Madeira foi a Região do País que mais se desenvolveu nos últimos 40 anos graças às políticas de desenvolvimento implementadas pelos Governos do PSD/Madeira, primeiro com Alberto João Jardim e agora com Miguel Albuquerque. Foi assim que Rui Rio, líder nacional do PSD, abriu o seu discurso quando subiu ao palco na sessão de encerramento do XVII Congresso Regional.

“A obra deste desenvolvimento é do PSD: na Mobilidade, na Saúde, na Educação, no Turismo, na Cultura. Foi uma obra dos madeirenses, sob a batuta do PSD/M, que trouxeram a Madeira a este patamar de desenvolvimento, sob a batuta dos presidentes do Governo Regional.”

Rui Rio pediu reflexão aos madeirenses nas eleições regionais e deixou um conselho. “Não é tempo para entrar em aventuras. Basta olhar para o resultado que temos aqui em comparação com o resultado que temos no Continente”, porque “a obra que aqui está [na Madeira], enche-nos a alma.”

Por isso forçou: “Queremos continuar com um Governo como aquele que temos na Madeira, ou queremos trocar por aquele que temos no Governo Central”, um Governo Nacional que “não tem estratégia de crescimento económico para melhorar as condições de vida da população”, que “engana os portugueses.”

O presidente da Comissão Política do PSD/Nacional criticou a forma como o Governo Central tem tratado a Madeira. “Apesar da Autonomia Regional há sempre uma ligação ao Governo Central. E aquilo que se tem passado é inaceitável”, exemplificando com as taxas de juro, o novo Hospital da, os transportes ou as tarifas aéreas.

Defensor da descentralização que permite um maior desenvolvimento regional dos países, Rui Rio convidou Alberto João Jardim para presidir à Comissão Política de Descentralização que está em funcionamento na Assembleia Regional. E sublinhou “Não venho dizer como se deve fazer na Madeira, venho aprender como se faz na Madeira”.

O presidente da Comissão Política do PSD Nacional endureceu o discurso, constatando que, ao contrário do que acontece na Região, quatro anos depois, com a governação dos socialistas “o País está pior”, exemplificando com a degradação que se assiste nos serviços públicos.

“Nos últimos quatro anos tivemos os piores crescimentos da União Europeia, uma degradação da taxa de poupança, a maior carga fiscal de Portugal (…), São greves de enfermeiros, de professores, dos trabalhadores dos transportes, de guardas prisionais e a degradação do Serviço Nacional de Saúde [com o aumento exponencial das listas de espera em território continental].”

Na área dos transportes, Rio falou sobre a falta de investimento do Governo da República, na supressão de linhas, no “estado miserável” e no “espectáculo de Terceiro Mundo”, com a “CP em quase falência”.

O presidente do PSD nacional lembrou a falha de um serviço verdadeiramente público por parte da TAP, uma companhia aérea que o Governo Central definiu que deveria ter 50% de capitais públicos. Recordou as falhas de segurança e da Proteção Civil Nacional na resposta aos incêndios. E lembrou o expoente máximo da falta de segurança do governo socialista: o assalto em Tancos com o roubo de armas.

Rio deixou outro aviso: “Temos um Governo que engana os portugueses, que induz o raciocínio dos portugueses em erro”, ilustrando com o anúncio da baixa dos combustíveis para quatro dias depois haver um aumento na taxa de carbono.

Exemplos de “enganos”, de “ilusões”, de “jogo de palavras” não faltam. Foi assim com os professores, foi assim com a dívida ao FMI. “Assinam acordos [com os professores], dão a ideia que vão recuperar o tempo de serviço mas depois não é bem assim(…).Dizem que acabaram de pagar a última prestação ao FMI, mas a verdade é que contraíram outro empréstimo para pagar a dívida ao FMI.”

Os grandes desafios para 2019, apontou, o líder nacional dos social-democratas, são: as europeias, onde deve haver uma maior participação por parte dos eleitores para que Portugal tenha uma voz ativa na Europa; saber se os madeirenses querem continuar com um Governo Regional que aposta no desenvolvimento económico e na estabilidade social ou trocar por um governo que engana e vende ilusões; e ganhar as nacionais.

“Temos condições para ganhar e prestar melhor serviço à população do que aquilo que o PS está a prestar no País”, concluiu.