• bannerSitePSDM3jan2020.jpg
Notícias
  Domingo, 20 Janeiro 2019

O Presidente do PSD/Madeira afirmou que se inicia hoje mais uma etapa política para o PSD que abre uma nova perspetiva de “desenvolvimento benéfico” do partido e da Região.

Miguel Albuquerque falava no encerramento do XVII Congresso Regional, sublinhando que pela frente estão três novos desafios, os quais o partido está preparado para enfrentar porque são uma oportunidade para mostrar que o PSD cumpriu e vai continuar a cumprir os seus compromissos com a população madeirense, sendo a única força que reúne as condições para defender a nossa população e a nossa “querida Autonomia”.

É também uma oportunidade, salientou, para infligir a António Costa a sua derrota aqui na Madeira.

O líder social-democrata regional afirmou que os madeirenses e porto-santenses não são cidadãos de segunda, “merecem ser tratados de corpo inteiro”, à luz da Constituição da República Portuguesa, pelo que o Estado tem obrigação de cumprir com as suas responsabilidades e de respeitar a população da Madeira.

Considerou mesmo que é “inaceitável” que por motivos partidários, o Partido Socialista continue a desrespeitar os madeirenses e a confundir as suas funções partidárias com as suas funções governativas, afirmando que “é tempo de o Presidente da República tomar uma posição sobre esta pouca vergonha” e lembrando as deslocações dos ministros à Madeira para fazerem propaganda do PS.

“Se tudo anda muito bem comportadinho, aqui na Madeira nós não temos medo”, disse, prometendo luta “contra o colonialismo”.

“Não estamos aqui para fazer amigos, estamos aqui para defender os interesses daqueles que representamos”, afirmou, recusando que os madeirenses sejam discriminados por um Primeiro-Ministro que nem ganhou as eleições.

Miguel Albuquerque contestou também a opção do Presidente da República de celebrar o 10 de junho em Portalegre e em Cabo Verde, apesar do convite endereçado pelo Presidente da Assembleia Legislativa Regional para que as comemorações tivessem por palco a Madeira, no âmbito dos 600 anos do seu descobrimento. “A Madeira parece que não faz parte do nosso país”, disse.

Contudo, independentemente destas “injustiças”, o líder regional salientou que a Madeira vai continuar na senda do seu desenvolvimento, lembrando algumas das políticas adotadas, como as que levaram ao crescimento da economia, o reforço das medidas sociais, a baixa efetiva dos impostos para as famílias e para as empresas, o aumento do investimento público e o clima de paz social, de estabilidade e de confiança, condições base de uma sociedade.

Numa alusão às eleições que se avizinham, Miguel Albuquerque referiu que os madeirenses são um povo trabalhador, gostam da sua liberdade e da sua paz social e desconfiam daqueles que “prometem tudo a toda a gente”. Não vão por isso “votar em personagens” que vivem do “exibicionismo” e da “demagogia”. “Personagens que num dia dizem uma coisa e no outro dia dizem outra.”

Em suma, “não vão votar numa montagem publicitária” montada pelo PS com a ajuda de Lisboa, caracterizando como uma espécie de filme de terror uma governação com personagens como Avelino da Conceição ou Emanuel Câmara, que pode acabar em “tragédia”. “Esta ameaça real está em cima de nós para o futuro”, alertou, salientando que nada mudou em termos de esquerda local nos últimos 42 anos, que mantém “o servilismo” de sempre e não tem “uma ideia própria” para o futuro da Madeira. Precisam que os senhores de Lisboa lhes venham dizer como governar, um “rol de professores que aqui vêm para ensinar os meninos a comer a sopa porque eles não a conseguem comer sozinhos”.

Miguel Albuquerque desafiou ainda o Primeiro-Ministro a vir dizer porque chumbou o passe sub 23, porque não baixou os impostos e não repôs a carreira dos professores, à semelhança do que foi feito na Madeira. “Aquele país cor de rosa, criado pelas esquerdas, é uma ficção e um logro”, disse, sublinhando que há muitos anos que Portugal não estava tão mal.

Pelos vistos, vincou, no “léxico socialista”, reverter a austeridade “quer dizer enganar”, uma vez que esta foi acentuada em quase todas as áreas de atuação, com 2018 a registar a carga fiscal mais elevada de sempre e o menor investimento público dos últimos 30 anos.

Considerou ainda “ridículo e patético” que o PS venha falar do serviço de saúde regional quando o Serviço Nacional “está a dar o berro” e na “eminência de colapsar”.