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Notícias
  Sábado, 19 Janeiro 2019

Alberto João Jardim disse que está disponível para voltar à política ativa e ir “agora” para o terreno falar com as populações, sobre as políticas adoptadas pelo Governo Regional, liderado por Miguel Albuquerque, que permitiram a estabilidade social na Madeira, ao contrário daquilo que acontece em território nacional.

“Estou à disposição para as reuniões mobilizadoras que o PSD entender desencadear em cada concelho. E é para já”, anunciou Alberto João Jardim, durante o XVII Congresso Regional do PSD/Madeira, perante a assembleia que o aplaudia de pé.

Jardim sublinhou que a ajuda é para começar “agora”, porque “as eleições não se ganham na altura da campanha eleitoral”. Continuou referindo que “este é o momento de falarmos às pessoas, calmamente e sentados”, porque a um mês das eleições de setembro, “as eleições têm de estar ganhas.”

O presidente honorário dos sociais-democratas criticou os estados gerais do PS por trazem “mais de 2/3 de cavalheiros de fora” para dizer como a Madeira deve ser governada, comparando o Congresso do PSD/M com os encontros dos socialistas: “Olho e aqui não vejo ninguém de fora”.

Na sua intervenção, que logo no início anunciou que iria versar sobre a “Autonomia”, a “Madeira que fizemos”, “Objetivos para o Futuro” e o “Nosso Partido”, Jardim apontou baterias a António Costa. Falou da “instabilidade social” que se vive em Portugal Continental devido à “incompetência do senhor Costa”, considerando-o um “partidocrata” e um “homem do aparelho” que “subverteu” os resultados eleitorais.

Lamentou o “genocídio social” do tempo do plano de ajustamento financeiro e sublinhou que é em nome da geringonça das esquerdas que as pessoas morrem por causa das greves nos hospitais. Alberto João Jardim falou, ainda, nas greves nos transportes, nas paralisações.

“Isto não é democracia. É a geringonça, é a instabilidade que o senhor Costa trouxe para Portugal”, que “tem um plano para destruir a classe média portuguesa.”

Nas relações entre a Madeira e o continente, Alberto João Jardim deixou um pedido a Albuquerque. “Há uma coisa que peço ao futuro governo da Madeira – e eu sei que será o nosso -: se eles continuarem a nos cortar as pernas, devemos internacionalizar o problema e recorrer aos órgãos internacionais”.

O presidente honorário do socias-democratas defendeu o alargamento da Autonomia, o reconhecimento da dívida histórica do Estado para com a Madeira e uma discriminação fiscal para a Região. Jardim foi peremptório: “A Madeira não deve nada a Lisboa(…). Se querem fazer contas é de 600 anos para cá”, acrescentando “Está na altura de fazer um encontro de contas”, lembrando que o Estado espanhol reconheceu a dívida histórica para com as suas ilhas, pedindo aos madeirenses para que “não se deixem tomar por tontos”.

No que respeita ás obras públicas disse ser um ‘keynesiano’, referindo que o Governo regional deve “prosseguir com obras públicas”, especialmente para “investimentos comprovadamente necessários”. Para Jardim, as obras públicas são “um meio fundamental de emprego e de desenvolvimento integral em territórios com constrangimentos como o nosso.”

Defendeu de forma acérrima a Zona Franca, dizendo que a Madeira tem toda a legitimidade em querer ter um sistema fiscal como o de Malta, Chipre ou Luxemburgo. Entende por isso a implementação de regime mais competitivo ao nível de outros já existentes em outros estados membros da União Europeia.

Desconhecendo o programa eleitoral dos socialistas, que votam contra a Madeira na Assembleia da República e no Parlamento Europeu, Alberto João disse que iria fazer um favor ao PS ao antecipar o programa que os próprios socialistas desconhecem. Prevê que o programa se baseia em mais subsídios esforçando os trabalhadores, em aplicar os sinheiros públicos em organismos públicos e em mais tachos, em parar o desenvolvimento e, finalmente, mas não menos importante, “curvar-se e obedecer sempre a Lisboa” e “perseguir os Autonomistas”.

Jardim alertou que “o Secretariado, os TSD e a JSD vão ter de trabalhar muito e a sério nos próximos meses. Temos de dar a estas três organizações todo o apoio porque vão ser a máquina.”

Jardim deixou uma sugestão ao Governo Regional: para que este ano tire o fim de semana para ir a todos os concelhos e freguesias e conversar com as populações para explicar o que tem previsto para cada sítio.

Defendeu, também, a criação de comissões eleitorais e assim evitar perdas de tempo ou eventuais desentendimentos.

“Muito cuidado com as listas”, pediu ainda. “Temos de apresentar os melhores que houver em cada sítio, em cada freguesia, em cada concelho. Porque temos os melhores”. Falou, também em unidade e qualidade, duas vertentes que devem ser tidas em conta a nove meses de eleições.

Jardim reconheceu ainda que “há coisas” a tratar dentro do partido, “mas não agora”.

“Depois das eleições, cada um dirá o que vai na sua cabeça e na alma”, disse.