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Notícias
  Sábado, 19 Janeiro 2019

O Presidente do PSD/Madeira afirmou hoje, na intervenção de abertura do Congresso do PSD/Madeira, que "quem mudou e vai continuar a mudar a Madeira é o PSD".

Perante uma sala completamente cheia, Miguel Albuquerque sublinhou que "os socialistas sempre foram bons a ganhar sondagens, nós sempre fomos bons a ganhar eleições".

O líder regional garantiu que o PSD rejeita um país "estagnado", que "vive um vazio de valores", de "mentira perpétua". E avisou, se no Continente querem continuar a jogar para o lado, na Madeira queremos continuar "esta senda de trabalho" e "de progresso em nome do nosso povo". 

"Nós não vamos andar para trás", assegurou, sublinhando que o PSD não "é para acomodados". É sim um partido de combate e que vai combater essa estratégia de Lisboa contra os madeirenses, de "uma classe política que não vê um palmo à frente do nariz". "Vamos combater com todas as nossas forças os socialistas e comunistas locais", garantindo que não vai haver nunca na Madeira acordos com os socialistas e comunistas.

Miguel Albuquerque sublinhou que o PSD sempre se forjou pela coragem e pela tenacidade, pela determinação e pela força dos seus homens e mulheres, sempre ao lado do povo da Madeira, e pela defesa dos seus direitos, ao longos destes 42 anos. Não deixou, por isso, de saudar o anterior presidente do PSD/M e do Governo Regional, que discursou logo de seguida, pelo "que fez pelo nosso partido e pelo nosso povo".

O líder social-democrata lembrou o que era a Madeira antes da Autonomia: "Vivíamos numa sociedade hierarquizada com grandes desfasamentos sociais", afirmou, acrescentando que foi o PSD e os seus governos e autarcas que transformaram a Madeira de uma região das mais pobres para uma das mais prósperas.

Miguel Albuquerque deixou ainda algumas palavras para as estruturas do PSD. Aos TSD, não fosse o PSD um partido reformista, interclassista e de trabalhadores. À JSD pelo seu papel importante em ensinar às novas gerações a evolução da Madeira nas últimas quatro décadas. Aos autarcas pelo seu trabalho de proximidade. Ao grupo parlamentar pela defesa do programa do Governo. Aos deputados da República por colocarem os interesses dos madeirenses à frente dos partidários. À Comissão política e ao secretariado e a todos aqueles que trabalharam em prol do partido. E a todos os militantes no geral. “Neste partido todos somos importantes, todos temos um papel a desempenhar”, disse, salientando que foi no PSD que aprendeu que os compromissos com os outros são para cumprir. “O PSD sempre cumpriu os seus compromissos e vai continuar a cumprir”, garantiu.

“É partido da transformação da Madeira e continua a ser a vanguarda da transformação para o futuro”, acrescentou Albuquerque, acusando os socialistas e comunistas da República de usarem os meios do Estado para fazer propaganda política e prejudicar a Madeira.

E porque se fala de compromissos garantiu que o programa de Governo está praticamente concluído, lembrando algumas das principais concretizações.

Moção Mais Autonomia, Melhor Autonomia

O que está em jogo é o futuro dos Madeirenses e dos Porto-Santenses. Saber se eles querem ser mandados pelo poder central em Lisboa, ou preferem uma Autonomia progressiva que permita levar a Região a patamares de desenvolvimento de excelência.

A linha divisória, que separa os autonomistas social-democratas da ‘esquerda socialista’ antiautonomista e subserviente ao centralismo, está bem clara na Moção de Estratégia Global (‘Mais Autonomia, Melhor Autonomia’) que o Presidente da Comissão Política Regional do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque, trouxe ao XVII Congresso do Partido.

“Nunca como agora se tem feito tanto sentir um centralismo que tenta apequenar, mesmo esmagar o nosso Povo”, escreve Miguel Albuquerque na moção, avisando: “Se perdermos a Autonomia, se perdermos o nosso poder de decisão, a Madeira vai sofrer uma reversão histórica. As novas gerações não nos perdoarão!”

Por isso, as linhas estratégicas apresentadas por Albuquerque apontam no caminho contrário. “Nós precisamos de mais Autonomia. De melhor Autonomia. De uma Autonomia progressiva, que nos permita encarar os desafios futuros com maior confiança”, defende o líder do PSD/Madeira, que pretendem uma Autonomia “mais robusta” que seja imune aos “ditames de Lisboa” e não fique refém de “chantagens” ou “livre arbítrio” de um Primeiro-ministro.

“Os Madeirenses e os Porto-Santenses já provaram que sabem traçar os caminhos para o seu futuro”, lembrou, considerando que para a Região poder crescer ainda mais, para poder aproveitar melhor as potencialidades, precisa de reforçar os poderes autonómicos. “Queremos uma autonomia que nis permita decidir que estratégias, medidas e modelos devemos seguir em áreas como a Educação, a mobilidade digital e física e a competitividade fiscal.”

Esta luta, continua Albuquerque, é um processo dinâmico e evolutivo que encontra em Lisboa e nos madeirenses que são controlados por ela (“todos sabem quem são”), o principal adversário. “Lutamos muito para que deixemos agora que Lisboa recupere o Poder que já teve sobre nós. Deixar que o Terreiro do Paço volte a nos dominar seria o nosso fim.”

Exemplos, indica Albuquerque na sua moção estratégica, não faltam. O financiamento do novo Hospital (“expoente máximo desse desrespeito pelo Estatuto das Autonomias”). A mobilidade aérea e marítima, em que o Estado, ao contrário do que acontece em Espanha, “não cumpre e não quer cumprir” o princípio Constitucional da continuidade territorial. A questão financeira, com a retenção de verbas que são receita da Região como é o caso dos 70 milhões de euros relativos à sobretaxa do IRS ou a recusa em reduzir a taxa de juro do empréstimo cobrado à Madeira. A discriminação dos estudantes universitários madeirenses no passe sub23.
Ou o dinheiro prometido para ajudar as vítimas dos incêndios de Agosto de 2016, que nunca chegou.

“Nestas, como noutras matérias, existe uma clara e deliberada desresponsabilização por parte do Estado face à Região Autónoma.” Há mesmo, vinca, a utilização “despudorada” das funções do Estado para a “prossecução grosseira de interesses eleitorais” do PS.

Os adversários da Autonomia, são os de sempre. O “centralismo ancestral” de Lisboa, e os seus agentes locais socialistas e comunistas-bloquistas.

“Vencemos nestes últimos 42 nos, mas mal de nós se nos deslumbrássemos com o nosso próprio sucesso”, avisa Albuquerque, dizendo que o PSD tem de manter o sentido “reformista e inovador” que caracteriza as suas políticas. Sempre, auscultando as pessoas. Sempre, ouvindo o Povo.

Vamos, continua, retirar lições dos erros porventura cometidos e anunciar, “com humildade, mas sem hesitações”, que o PSD/Madeira, mais uma vez cumpriu integralmente os compromissos de Governo que assumiu com a população.

“O PSD/Madeira enfrentará este ano eleições Europeias, Regionais e Nacionais, e isso exigirá mobilização e unidade do Partido tendo em vista os superiores interesses da Região e do nosso Povo”, explicando que “unidade não significa unanimismo”, mas sim um factor agregador e motivador. “Que nos reconcilia com o nosso passado de grande partido autonomista e interclassista, que assenta a sua força nas dinâmicas colectivas e não nos egos individuais.”

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