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  Sábado, 19 Janeiro 2019

"A Mudança da Madeira fez-se pelo Povo da Madeira sobre a liderança do PSD e quem disser o contrário mente", garantiu o presidente da JSD, na apresentação da moção 'Liderar para ti'.

Bruno Melim afirma que "a JSD tem um papel inequívoco no projecto de Governação da Madeira, incomparável a qualquer outra estrutura esta tem a obrigação de captar e criar novos quadros sendo a voz dos jovens no interior do Partido".

Nesta missão,  adianta, "jamais podemos dissociar a importante tarefa de ser o braço armado nas batalhas eleitorais e de forma irreverente, propormos, novas formas de o Partido se adaptar aos novos tempos."

"Este é um legado que é nosso e que mais do que nunca devemos dar cumprimento. Não esquecendo que primeiro está a Madeira, depois o Partido e por fim a circunstância pessoal de cada um. Para a JSD o mais importante é a Madeira."

Para Bruno Melim "vivemos sobre o maior ataque constitucional desde o 25 de Abril, com um Governo da República "que cinge o País ao território continental, sendo muitas vezes o Governo Regional da Madeira o bombeiro de serviço no combate às desigualdades criadas entre insulares e continentais".

O líder da JSD salienta que a Madeira viveu sempre tempos de mudança com o desenvolvimento que as Governações do PSD imprimiram e imprimem à Região. "Se hoje é tempo de mudar alguma coisa é sim a forma como os socialistas olham para a Madeira e querem fazer o boicote à Autonomia".

Adianta que "em política não podem existir estados de alma, pelo que à medida que vamos sobrevivendo aos ataques sucessivos daqueles que toda vida perderam, estamos cada vez mais preparados e habilitades a aplicar o nosso projeto para a Madeira".

"Para combater estas atitudes temos, na JSD, procurado de forma incessante auscultuar os jovens nas escolas, associações, centros de convívio, ordens profissionais lares e em todas as organizações sociais que compõe a nossa comunidade", disse.

Em matéria de Juventude, Bruno Melim afirma que "é essencial uma política de habitação que valorize quem trabalhe e permita aos que tem mais dificuldades uma oportunidade sustentada de emancipação", acrescentando que "a aposta social para a próxima década não poderá negligenciar uma estratégia que tenha como variáveis uma emancipação adequada para os mais jovens e o repovoamento do território seja urbano ou rural". "Isso não se faz dando apenas casas às pessoas. Poderá fazer-se ajudando a reabilitar os imóveis degradados, por exemplo".

Considera, por isso, que o importante é dar aos jovens "a possibilidade de pescarem em qualquer mar na medida das suas capacidades".

"Naturalmente aquilo que nos move é que a população continue a impor o ritmo do desenvolvimento social. Que o Estado garanta a mobilidade e coesão social e que os mais frágeis não estagnem pelo meio social de onde provêem."

Bruno Melim sublinha que "políticas de emprego que valorizem e permitam aos empresários ganhos com a contratação de um jovem são políticas fundamentais que devem ser mantidas, alargadas e aprofundadas no dia em que alcançarmos a Autonomia fiscal que deve, no nosso entender, ser a grande bandeira do aprofundamento da nossa Autonomia".

E porque fala em Autonomia disse ser fundamental definir-se o seu âmbito. "Não podemos permitir que certos governantes fujam às suas responsabilidades não dando os meios mas ficando com as competências em Lisboa."

Nesse sentido, afirmou que "é incompreensível, como em matéria de mobilidade, somos, para o Governo da República, Portugueses quando andamos de avião e como não o somos quando exigimos a nossa linha marítima e somos obrigados a financiar". Se não fosse o Governo Regional, os nossos estudantes teriam de adiantar sempre valores exorbitantes para as passagens aéreas, disse. Têm hoje 8 trajetos anuais a 65 euros porque o Governo Regional arranjou uma solução. da mesma forma, salientou, os  estudantes da Região seriam prejudicados se não fosse o Governo da Região a aplicar o passe sub-23.

 

Moção 'Liderar para ti'

Na moção 'Liderar para ti', a JSD sublinha que a "Autonomia precisa de um novo impulso para que o desenvolvimento da Madeira esteja à altura daquilo que os madeirenses precisam".

"Não temos dúvidas que única estrutura capaz de liderar este processo seja o nosso partido, que muito fez pela Madeira e muito irá continuar a fazer. Estamos certos de que poderemos contar com uma Juventude capaz e, acima de tudo mobilizada, por defender a causa que deverá ser a de todos os Madeirenses - o desenvolvimento e aprofundamento da Autonomia. Não temos dúvidas que somos o Partido com um projeco bem definido e o único com visão de futuro e que somos o único Partido que se compromete com os madeirenses na luta por melhores condições de vida, habitação, emprego e saúde."

Já no que diz respeito à política interna da JSD, uma das prioridades do atual mandato é a de renovar os quadros da JSD, procurando chegar a um público mais jovem e aumentando, com isso o número de militantes da estrutura, e consequentemente, aumentar o peso eleitoral dos jovens no Partido.

Uma das apostas da JSD é no trabalho junto das bases  que levará à aplicação de uma estratégia clara em descentralizar eventos ao nível regional e fomentar os convívios nos diversos concelhos da nossa Região com uma forte aposta na realização de diversas iniciativas com a sociedade civil.

É também uma das prioridade dos Jovens Social-Democratas "realizar o primeiro encontro das Juventudes Partidárias do YEPP das Regiões Ultraperiféricas na Madeira", por forma a discutir, "forma integrada, os problemas e as soluções que o mercado insular europeu pode, de forma concertada, proporcionar como forma de mitigar os efeitos das periferias". Uma iniciativa que "tem como único intuito aproximar os nossos jovens das instituições europeias, bem como permitir, a que os diferentes jovens possam contactar com uma realidade que lhes parece distante".

Na Educação, a JSD propõe, através da moção apresentada em Congresso, a criação do Gabinete de monitorização e acompanhamento da Educação Regional, que terá por missão analisar as taxas de insucesso escolar, taxas de retenção, taxas de abandono e taxas de prossecução de estudos entre os diferentes ciclos de estudo (básico, secundário e superior), funcionando como um elo de apoio às instituições e aos jovens.

Defende também uma linha de apoio ao estudante, sobretudo para aqueles que estudam fora da Região, e uma bolsa de alojamento regional. "Esta bolsa funcionaria como uma base de dados de apoio aos estudantes, com a oferta de alojamentos disponíveis a estudantes da Região Autónoma da Madeira", refere a moção.

Ler Moção 'Liderar para ti'