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Notícias
  Sábado, 19 Janeiro 2019

"Não podemos entregar o governo da Região a um Partido que não sabe pensar pela própria cabeça. Que precisa de conselheiros continentais-centralistas, de oradores continentais e centralistas para escreverem algumas, poucas e medíocres ideias". Quem o afirma é o deputado à Assembleia da República Paulo Neves, na intervenção de apresentação da moção de que é primeiro subscritor 'A Madeira: Uma plataforma Geoestratégica'.

Aliás, adianta, "o programa eleitoral do PS na Madeira resume-se a uma folha em branco apenas com uma frase escrita 'queremos o poder e a todo o custo'. Nada mais."

Paulo Neves salienta que o "PS da Madeira está hipotecado ao PS nacional centralista. Aquele PS que não respeita a Constituição da República quando ela fala na Unidade Nacional. Pois este PS da Madeira concorda com as atitudes inqualificáveis do governo da República quando este viola o Princípio da Continuidade Territorial obrigando os madeirenses e portosantenses a adiantarem dinheiro ao Estado para puderem viajar dentro do nosso próprio território nacional."

Um PS, adianta, "que nada diz contra a TAP que com a concordância do governo da República nos obriga a pagar preços de luxo e injustos para circularmos no nosso território nacional. O mesmo governo da República que não nos apoia na mobilidade marítima. O mesmo governo da República que paga dezenas de helicópteros para apagarem fogos nas florestas do Continente mas que se recusa a pagar um único helicóptero para combater os fogos nas serras da Madeira. Um governo da República que trata uns portugueses de uma maneira e outros de outra maneira bem pior. Um governo da República que põe portugueses contra portugueses o que é, naturalmente, uma atitude antipatriótica".

Paulo Neves referiu que como deputado à Assembleia da República tem constantemente nas atribuições da sua responsabilidade denunciado a questão da Mobilidade, "criticando a postura do governo da República e do PS da Madeira, mas apresentando soluções de melhoria". Tem também acompanhado "com enorme dedicação o grave problema da nossa Comunidade na Venezuela", assim como a situação resultante do Brexit para o Turismo e para a nossa Comunidade que vive no Reino Unido.

O deputado sublinha que foi o PSD que trouxe a Madeira para o século XX. "E somos nós, o PSD, que queremos dar o melhor do século XXI à Madeira e ao Porto Santo. Temos a humildade para reconhecer: nós não somos perfeitos; Mas nós somos os melhores. Cometemos erros, o que é normal ao longo de tantos anos, mas não é menos verdade que também os grandes feitos da Madeira e do Porto Santo nos últimos 40 anos foram nossos. Foram do nosso PSD."

Paulo Neves lembra que "foi uma luta contra um Poder central que muitas vezes desconhece, ou pior, que despreza as Autonomias. Um poder que não nos respeita. Um poder que não nos considera".

Neste momento, acrescentou, "quem ocupa esse Poder de maldade para com a Madeira e o Porto Santo é o PS de António Costa em Lisboa mas é o mesmo PS que na Madeira de uma forma subserviente prefere se juntar à má Lisboa a estar ao lado do Povo da Madeira e do Porto Santo. Não é uma atitude aceitável".

"Vive-se no faz-de-conta que 'isto está melhor'. Só que não está. O país está na cauda do crescimento económico. Estamos cada vez mais pobres mas o governo tenta disfarçar", acrescentou.

Paulo Neves salienta que a dívida é assustadora e não pára de crescer. "O país não cria mais riqueza mas cria constantemente mais despesa. O monstro Estado arrecada cada vez mais impostos às empresas, às famílias e aos trabalhadores mas dá cada vez menos em troca. Os serviços públicos vergonhosamente piores (saúde, segurança, justiça, transportes, etc). Os Serviços Públicos estão falidos."

Dirigindo-se aos congressistas, Paulo Neves afirmou que estão todos aqui reunidos essencialmente para falarmos do Futuro. "Para falarmos da Madeira que queremos para as próximas gerações".

Aliás, adianta, "se o PSD está à frente dos destinos da Madeira e do Porto Santo há mais de 40 anos é porque sempre demos, naturalmente, muita atenção às eleições mas acima de tudo sempre demos muita atenção às próximas gerações. É por isso que no nosso Partido, o Passado, o Presente e o Futuro não estão em guerra. Pelo contrário, fazem parte de um mesmo Projeto e de uma mesma Estratégia que é a nossa, a do PSD/Madeira".

O deputado afirma que o PSD é um partido muito orgulhoso do seu Passado. "Muito orgulhoso no nosso Presente e com uma enorme esperança e confiança no Futuro. Somos um Partido que já trabalha para aqueles que ainda não nasceram mas que nós fazemos questão que encontrem uma Madeira com boas condições para os receber e onde eles tenham imenso orgulho de viver e fazer parte. É essa a Madeira que queremos continuar a construir."

Paulo Neves salientou que foi o PSD que tirou, "ao longo dos últimos 43 anos, milhares e milhares de madeirenses da pobreza" e que levou "a Dignidade Humana" com a sua Social-Democracia.

"Mas a nossa obra não está terminada. Há ainda muito por fazer. Mas nós sabemos perfeitamente como deve ser feito. É por isso que queremos continuar a governar", disse.

"Queremos continuar a governar não é por nós - os 1000 que estamos dentro desta sala - mas é pelos 600 mil madeirenses que estão lá fora. Os que vivem na Madeira e no Porto Santo mas também todos os madeirenses que se encontram distribuídos pelo Mundo fora. Podem estar distantes mas não estão esquecidos. Fazem parte da nossa Família."

O deputado assegura que o PSD-Madeira "sempre foi aquilo que os madeirenses e porto-santenses quiseram que fossemos: O governo da Região".

"Sabemos interpretar as aspirações do Povo da Madeira e do Porto Santo porque não temos vergonha de ser e de estar com o Povo, de saber ouvi-lo e naturalmente de o saber representar."

Também internamente, referiu, os social-democratas sabem que é difícil ganhar eleições sem que a Família social-democrata esteja unida. "Mas felizmente ela está. Está unida para os grandes desafios que se aproximam. Desde logo as próximas eleições regionais de 22 de setembro."

Nestas eleições, adiantou, "a Madeira não pode perder aquilo que custou mais de 500 anos a conquistar e 40 anos a construir. A nossa Autonomia".

Para o deputado, "o que está em causa a 22 de setembro não é apenas a vitória ou não do PSD. O que está em causa é a Madeira. São as nossas Instituições. É a nossa Autonomia".

"Não dizemos isto com arrogância. Mas com a humildade de quem sabe que se não formos nós a História de 600 anos de existência de um Povo e de uma Região e 40 anos de Autonomia está de facto posta em causa", disse, argumentando que "basta ver a mediocridade daqueles que se apresentam pelo PS para governarem a Madeira. Um partido que desapareceu e que se hipotecou totalmente a um pseudo independente que nem uma cidade sabe governar mas que aspira a governar uma Região".

Moção 'A Madeira: Uma plataforma Geoestratégica'

Os subscritores desta Moção consideram que a Madeira deve "saber tirar, ainda mais", proveito da sua posição geográfica, considerando que esta "é uma das mais-valias - se não a maior - que a Madeira tem".

"Há que apostar cada vez mais numa Agenda focada no potencial estratégico da Madeira, identificando novas oportunidades e reforçando os projetos já existentes, como o Centro Internacional de Negócios, a Zona Franca, o Registo de Navios e, de uma forma geral, a Economia do Mar", refere o documento.

Defendem os proponentes que "a competitividade do Centro Internacional de Negócios da Madeira passa por garantir que nenhuma atividade económica possa estar excluída do Centro. Isso significa que o CINM não pode estar condicionado, nunca, por critérios limitativos como a criação de emprego relacionado com o seu volume de negócios ou lucro tributável".  

Consideram ainda que "deverão ser acrescentadas novas valências ao CINM, como por exemplo serviços financeiros e de seguros para que o CINM se torne de facto numa plataforma de internacionalização da economia madeirense, em particular, mas da portuguesa em geral".

Já o Registo Internacional de Navios da Madeira, adiantam, "deverá ser complementado com outros dois registos: um Registo Internacional de Aeronaves e um Registo Internacional de Patentes.

Nesta moção, os subscritores defendem que "a Madeira é um ator principal numa Estratégia Dinâmica do Atlântico", que "liga três continentes e que oferece várias passagens".

"O Oceano Atlântico tem que ser cada vez mais o Oceano da Paz, da Cooperação solidária e recíproca, da Boa Governação, da Dignidade Humana, da criação de riqueza, do comércio livre justo e ético, da Investigação e Conhecimento, da qualidade ambiental. O Oceano Atlântico deve ligar-se, cada vez mais, aos Oceanos Pacífico e Indico aproveitando todas as oportunidades dessa relação privilegiada. Devemos saber “olhar o Mapa”. Devemos juntar o “Sonho Americano”, ao sonho africano, ao sonho europeu, ao sonho latino-americano e já agora ao sonho chinês. O Atlântico é essa ponte. A Madeira é uma peça fundamental desse puzzle."

 

Ler Moção 'A Madeira: Uma plataforma Geoestratégica'