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Notícias
  Segunda, 14 Janeiro 2019

Cláudia Monteiro de Aguiar pediu um ponto de ordem hoje na abertura da sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, para voltar a defender o povo venezuelano, na sequência da tomada de posse de Nicolás Maduro para o seu segundo mandato na presidência da Venezuela. A Eurodeputada considerou um assunto de extrema importância na atualidade política internacional, apesar de não estar previsto na agenda do Parlamento.

Maduro prestou juramento no passado dia 10, sem o reconhecimento da União Europeia e de diversos países, que não legitimam o novo mandato.

A Deputada do PSD, na sua intervenção, apelou ao Parlamento Europeu que aprove uma Proposta de Resolução que declare o Governo de Nicolás Maduro ilegítimo e que proponha a realização de novas eleições presidenciais, para restaurar a ordem democrática no país. “O Parlamento tem que condenar mais este capítulo na História da Venezuela que agudiza a crise dramática em que o país está mergulhado. Mesmo com a rejeição da comunidade internacional, Nicolás Maduro tomou posse para um segundo mandato”, sublinhou a Cláudia Monteiro de Aguiar, perante os seus colegas eurodeputados.

A Eurodeputada Madeirense, que muitas vezes publicamente demonstrou o seu apoio e solidariedade para com o povo venezuelano e luso-descendente na Venezuela, lembrou que esta é uma crise política, social e económica que atinge todos os quadrantes e que se vem agudizando desde 2015. “Falamos de quatro anos de exasperação, de falta de alimentos e bens de primeira necessidade, como medicamentos. Falamos de quase três milhões de venezuelanos que abandonaram o país, por medo, violência e falta de oportunidades. Falamos de um Estado falhado.”, reiterou a deputada do PSD, sem deixar de mencionar também os cerca de sete mil luso-venezuelanos que ao longo dos últimos anos viram-se obrigados a voltar à RAM. “Um Estado que levou ao regressou de milhares de luso-descendentes e de venezuelanos à Madeira. Não é suficiente apoiarmos o povo venezuelano nos nossos países. Precisamos fazer valer a sua voz aqui na Europa!", concluiu a Eurodeputada social-democrata.