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Notícias
  Segunda, 17 Dezembro 2018

A Região Autónoma da Madeira está um passo mais perto de ser integrada no Corredor Prioritário do Atlântico. Após a aprovação na Comissão de Transportes e Turismo (TRAN), Cláudia Monteiro de Aguiar, a responsável do Partido Popular Europeu na Comissão TRAN por esta proposta, viu a sua alteração receber luz verde no Plenário, em Estrasburgo. Agora está nas mãos do Governo Português a aprovação final da RAM como parte desta plataforma privilegiada para a coordenação dos investimentos nas infraestruturas.

O Corredor Prioritário do Atlântico faz parte do Mecanismo Interligar a Europa (MIE) e estende-se desde os portos da Península Ibérica até ao porto de Le Havre, no norte da França, e as cidades de Estrasburgo e Mannheim, na fronteira franco-alemã. O corredor tem uma componente multimodal, utilizando rotas ferroviárias, rodoviárias, fluviais e marítimas - 7.800 km de rede ferroviária central, 4.400 km de estrada, incluindo oito portos, sete aeroportos, dez terminais ferroviários e sete nós urbanos - e promove a interoperabilidade, fomentando uma maior competitividade do transporte de mercadorias.

“A integração da Madeira no Corredor Prioritário do Atlântico é crucial para reduzir o fosso entre a RAM e o continente europeu. Isto permitirá que se ultrapassem algumas das barreiras técnicas e operacionais e esse é o objetivo principal desta plataforma. O trabalho do Parlamento Europeu está feito. Agora é só esperar que os Governos dos Estados-Membros, em particular o Governo de António Costa, aprove esta medida que só trará benefícios para a Madeira”, referiu a Deputada do PSD.

Também integrado neste programa financeiro que apoia os investimentos nas redes de infraestruturas nos sectores do transporte, da energia e digital, foi votada favoravelmente a proposta da Eurodeputada Madeirense que solicitou um máximo de 85% de cofinanciamento para apoio a projetos nos transportes, energia e digital para as RUPs.

O Parlamento propõe um montante de cerca 44 mil milhões de euros, para o período 2021-2027, dos quais 10 mil milhões são provenientes do Fundo de Coesão. Este valor é dividido entre 33.513 mil milhões de euros para projectos de transportes, 8.65 mil milhões de euros para projectos energéticos e 3 mil milhões de euros para projectos na área digital, como por exemplo, os cabos submarinos.

Esta posição do Parlamento segue agora para o Conselho, onde será debatida com os Governos dos Estados-Membros e o Parlamento, para se alcançar um acordo final.