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Notícias
  Domingo, 18 Novembro 2018

O Presidente da Comissão Política Regional afirmou, numa entrevista ao Observador, que o PSD/Madeira "está mobilizado para vencer as eleições regionais. E vai vencê-las".

Miguel Albuquerque ressalvou que as eleições regionais são distintas das eleições autárquicas e salientou que "as expetativas relativamente ao ainda presidente da Câmara do Funchal, dia após dia, estão a ser completamente defraudadas". Isto porque "não cumpriu a palavra com os funchalenses: disse antes das eleições que ia exercer o mandato para que foi eleito. Mas logo violou o compromisso, abandonou as suas funções e a gestão do Funchal está caótica: o Funchal está sujo, o urbanismo paralisado e o trânsito infernal".

O líder social-democrata afirma que "as pessoas são lúcidas e não querem mudar para pior", acrescentando que "o Governo vai cumprir todos os seus compromissos, a recuperação económica está em curso, em todas as áreas, o desemprego baixou substancialmente, baixamos os impostos, relançamos obras estruturais, reforçamos os apoios sociais. No momento certo, o que há para decidir é o futuro, quem tem mais capacidade para governar a região e quem tem fibra, coragem e determinação para defender os madeirenses e porto santenses naqueles que são os seus direitos e expetativas".

Além disso, assegura, "toda a gente já percebeu – mesmo que não queira admitir – que este governo da “geringonça” é um embuste e que a dita “reversão da austeridade” não passa de uma fraude". E justifica com dados concretos: "No ano passado tivemos o maior aumento de impostos em Portugal – quase 35% do PIB e o menor investimento público da OCDE, menos de 1,5% do PIB. Esta é a verdade. Mas há uns que fazem que não notam. Como dizia Churchill, 'vão dando de comer ao crocodilo na esperança de serem devorados em último lugar... Os serviços públicos estão em colapso aí no continente – atente-se o que se passa na saúde – e os portugueses vão pagando mais e mais impostos. O País não se reforma, não cria riqueza, e a única coisa que interessa é 'jogar para o lado' para a esquerda se manter no poder. Sou um governante que vou cumprir o que prometi ao povo. Vou defender, com sentimento de dever cumprido, o projeto do PSD/M, o único que garante um futuro de estabilidade e progresso à Madeira".

Sobre as questões pendentes com a República, Miguel Albuquerque garante que "o Hospital da Madeira não vai ficar encalhado". E sobre esta temática recorda que "o primeiro-ministro António Costa, quando esteve na Madeira no último mês de Maio, no dia 21, prometeu publicamente a todos os madeirenses e porto santenses que o Estado iria comparticipar no valor da obra de construção e equipamentos em 50%. Disse-o publicamente. Foi difundido por todos os órgãos de comunicação. A resolução do Conselho de Ministros, todavia, não veio refletir a palavra dada do senhor primeiro-ministro – algo inacreditável – uma vez que contempla o financiamento em apenas 13%".

Contudo, e apesar de "todos os partidos, com assento parlamentar, com exceção do PS/M, obviamente ficaram perplexos com o desplante" e de os madeirenses esperarem "que a palavra dada seja reposta em sede de especialidade no Orçamento", Miguel Albuquerque refere que com a saúde das pessoas não se brina, pelo que esta "é uma infraestrutura demasiado importante para a Madeira". Tanto que o Conselho de Governo Regional já deliberou apoiar o projeto e abrir concurso público internacional para a obra.

No que diz respeito às taxas de juro, salienta que "esta é também uma vergonha que não é resolvida: Quando veio em campanha eleitoral à Madeira em 2015, o agora primeiro-ministro afirmou que era injusto e descabido a região estar a pagar uma taxa de juro pelo empréstimo ao Estado muito superior àquela que o Estado Português está a pagar à troika – 3,375% a região autónoma; 2,5% o Estado português – uma vez que ambos os empréstimos foram contraídos em circunstâncias de emergência semelhantes. Não fazia sentido, nem faz, o Estado estar a ganhar dinheiro à custa da Madeira. Apesar da promessa, nada é resolvido. O Estado recebe a mais da região 12 milhões de euros por ano, numa atitude agiota inqualificável, pois esse dinheiro a mais devia ser injetado no Serviço Regional de Saúde, onde faz muita falta".

À questão do subsídio de mobilidade, Albuquerque afirma que o sistema está desde há mais de dois anos à espera de revisão e não é revisto pelo Governo PS, justamente, naquele aspeto que mais prejudica as famílias."

"O Governo a que presido fez agora um acordo com as agências e, através de um fundo por nós contratado, procedemos a esses adiantamentos para os estudantes para quatro viagens por ano. Mas a situação mantém-se para os outros madeirenses e porto santenses, que são obrigados a adiantar verbas exorbitantes do seu bolso para viajarem dentro do mesmo país, dentro de território nacional. O governo da República não parece afligir-se com esta situação e os deputados do PS/M eleitos para a Assembleia da República tiveram o topete de votarem contra uma resolução da Assembleia Legislativa da Madeira que propunha uma solução para os residentes da Região pagarem apenas 86 euros."

Sobre a TAP, lembrou que "é uma companhia, com maioria de capital público, 50%, que pratica preços astronómicos para a Madeira, prejudicando o seu turismo e os seus residentes. Para destinos europeus e outros destinos turísticos extra-europeus a companhia pratica preços muito mais acessíveis. Para Madeira e Porto Santo, porém, os preços são exorbitantes."

Nesta entrevista ao Observador, Miguel Albuquerque sublinhou que "o PS e o governo da “geringonça” estão possuídos de hubris e, devido à arrogância e soberba do poder , consideram poder fazer tudo o que entendem. Considera ainda que tudo pode ser manipulado e disfarçado, adiando deliberadamente as questões essenciais para a Madeira mas imputando ao Governo Regional a culpa da sua não resolução. Julgo que estão muito equivocados. Aqui na Madeira as pessoas não se deixam enganar facilmente. E se algumas delas estiverem distraídas, nós aqui estamos para denunciar as injustiças e a utilização dos poderes do Estado para fins partidários e eleitorais".

Disse ainda não acreditar que "os madeirenses não querem mudar para pior, não querem ser mandados por marionetas do governo de Lisboa e não suportam ser discriminados nem injustiçados por viverem numa ilha. Não apreciam líderes que vivem do simulacro e da conversa fiada. E ainda menos estão dispostos a abdicar da sua autonomia política tão duramente conquistada."