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Notícias
  Quinta, 22 Novembro 2018

Mais do que governar “pelas pessoas” é preciso governar “para as pessoas”. Esta diferença foi sublinhada hoje (quinta-feira) pelo PSD, durante a discussão do Orçamento Municipal para 2019 em Assembleia Municipal.

“Governar pelas pessoas não é suficiente! É preciso governar para as pessoas, devolvendo-lhes o esforço que elas suportam. Todos nós cumprimos a nossa parte, pagando tudo aquilo que a Câmara exige: senhor Presidente devolva-nos, pelo menos, uma Cidade limpa e organizada, como outrora foi”, vincou Raquel Silva.

Este é um orçamento que beneficia mais os cofres da Câmara Municipal do Funchal (CMF) do que os munícipes. A deputada municipal lembrou que todos sabem que a Autarquia vai continuar a reter mais IRS do que a devolver aos contribuintes e que a derrama continuará a ser aplicada. Tudo isto apesar da CMF “registar altos níveis de receitas provenientes de impostos e taxas”, de “encerrar as contas do ano com dinheiro disponível” em caixa.

Por isso questiona: “se existe dinheiro disponível”, porque é que o Município não o aplica na reabilitação urbana, na remoção do amianto das habitações sociais, nas zonas altas, na extinção da derrama ou na devolução de mais IRS às famílias.

Na questão da devolução do IRS aos funchalenses, medida de efeito imediato na vida das pessoas, Raquel Silva assegura que “se a Câmara não o faz é porque não quer”. Afinal, constata, o Funchal não é um município fiscalmente amigo das famílias e empresários, como propagandeia. “Há muito tempo que a Câmara dá com uma mão e tira com a outra; que vive do instantâneo e da notícia.”

Raquel Silva não deixou passar as contradições que este Orçamento revela. Logo na introdução, explicou a autarca, o presidente da CMF garante que a toda a vereação está motivada para executar este Orçamento. Mas, sabe-se, que não é bem assim. Este Orçamento reflete, sim, as convicções de alguém que já abandonou o projeto Funchal.