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Notícias
  Sexta, 16 Novembro 2018

Miguel Albuquerque considera fundamental que os madeirenses e porto-santenses comecem a perceber que ou "estão do lado de quem defende a Madeira" ou então defendem "quem quer espezinhar os madeirenses".

Em entrevista à RDP-Madeira, o Presidente do Governo afirmou que em causa não está nenhuma "arma de arremesso" contra a República porque "toda a gente percebe, a não ser que tenha um espírito masoquista, que o que nos estão a exigir é penoso e é injusto para a Madeira e para os madeirenses". Miguel Albuquerque falava essenciamente da questão dos juros do PAEF, lembrando que o Estado está a pagar ao seus credores externos uma taxa de juro que, neste momento, anda à volta dos 2,5% e está a exigir à Madeira 3,375%. "Isso equivale a dizer que o Estado está a ganhar dinheiro à custa dos madeirenses. Isso não tem nenhum sentido."

Miguel Albuquerque salientou que se a taxa aplicada à Madeira fosse de 2,5%, tal como a do Estado, seria possível à Região poupar 12 milhões de euros por ano, que podiam ser aplicados em outros setores, como os da Saúde e da Educação. "Mas andamos a ser explorados pelo Estado e há madeirenses que acham que isto está justo".

O Presidente do Governo lembrou que existe uma proposta do PSD para a redução dessa taxa de juro porque "isto é uma vergonha", apesar de haver quem ache, quando se reclama um tratamento equitativo por parte do Estado, que "é arremesso político, que temos de estar sempre muito bem comportadinhos e estar subordinados às injunções dos senhores do poder colonial e do poder central".

Na mesma entrevista, Miguel Albuquerque sublinhou que "o país vive uma ilusão", salientando que "o investimento nunca foi tão baixo e as cativações nunca foram tão altas", pelo que a "ideia da reversão da auteridade é uma mentira porque nunca se aplicou tantos impostos em cima dos portugueses como neste governo das esquerdas".

"Esta é que é a verdade e há quem goste de ser enganado, mas nós não", rematou.