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Notícias
  Sexta, 2 Novembro 2018

Miguel Albuquerque afirmou nas comemorações dos 600 anos do descobrimento da Madeira e do Porto Santo, que tiveram lugar no dia 1 de novembro nesta última ilha, que "no atual momento histórico, temos a obrigação de continuar este percurso de coragem e de luta, mas, mais do que isso, temos o dever de decidir o que se quer e assumi-lo sem contemplações, rejeitando um quadro politico nacional que vive um vazio total de valores", sem "projeto nem grandeza para o futuro do país, e combatendo com todas as nossas forças a emergência de exóticas estratégias centralistas para impor a partir de Lisboa,  em pleno século XXI, novos jugos e tutelas coloniais sobre os povos das ilhas"

Segundo o Presidente do Governo, "tais acintes contra o poder regional não são de hoje e correspondem, de facto, à expresão de um centralismo democrático, dizem eles, que, evidentemente, de democrático nada tem.

"As recentes investidas contra a Região Autónoma da Madeira e correspondente instrumentalização de alguns poderes do Estado para estrangular e subjugar a nossa autonomia política, tão duramente conquistada, são o exemplo concreto do que aqui estou a dizer e continuarei a dizer", disse.

Miguel Albuquerque referiu que "o expoente máximo desta violação e desrespeito pelo estatuto das autonomais é o que se passa com o embuste vergonhoso do financimento no novo hospital da Madeira", sublinhando que "não há nenhuma motivação, político ou eleitoral, que justifique tal desplante e tal desrespeito pelos madeirenses e porto-santenses". Acrescentou que, nestes mais de 600 anos, "o nosso povo, no mais profundo da alma, sempre lutou contra o autoritarismo e a injustiça"

Esta, de resto, salientou, "a nossa forma de ser e de viver", pelo que "ninguém espere que os madeirenses e porto-santenses se agachem perante ninguém".