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Notícias
  Sexta, 19 Outubro 2018

"O Orçamento do Estado para 2019, publicado no início da semana, veio trazer más notícias para os madeirenses, especificamente no que diz respeito ao novo hospital. Desde o ano de 2015 que o Governo Regional definiu como uma das suas prioridades a construção do novo hospital e desde então temos vindo a procurar o compromisso por parte do Governo da República e do primeiro-ministro de que o Estado financiaria essa obra decisiva para os madeirenses". Foi desta forma que o deputado João Paulo Marques decreveu o processo do novo hospital numa iniciativa realizada hoje, no Campo da Barca, junto a um dos cartazes do PSD sobre esta temática e que lembra, justamente, que este é também um compromisso que o Governo Regional está a cumprir.

"A Madeira tem feito o seu trabalho de casa", afirmou o deputado, recordando que a Região tem cumprido com a sua parte, quer seja na apresentação do novo projeto, quer também no início do processo de expropriações. 

João Paulo Marques recordou, igualmente que, em deslocações à Madeira e por mais do que uma vez, o Primeiro-ministro "assumiu um compromisso pessoal e decisivo com os madeirenses. Disse que pagaria 50% da construção do novo hospital e do equipamento desse obra de saúde. Ora, com a publicação do Orçamento do Estado, a esperança de termos o apoio da República rapidamente passou a desilusão".

O deputado refere que "o prometido apoio de 50%, agora, pelos vistos, é apenas 13% e, ainda mais grave, assiste-se a um "recuo inaceitável do Primeiro-ministro" e à "falta de palavra" do mesmo para com os madeirenses.

Considera, por isso, que este Orçamento do Estado para 2019, não só é uma "desilução" como representa "uma oportunidade perdida" para a Madeira, para os madeirenses e para o futuro do novos hospital.

O deputado sublinha que, "se for necessário avançar, a Região avançará, porque primeiro estão os madeirenses e depois estão os interesses partidários", esperando que o Primeiro-Ministro "tenha a mesma opinião".

"Da parte do PSD será apresentada uma proposta que clarifique, de uma vez por todas, qual é o papel que o Estado quer assumir no novo hospital da Madeira", ressalvou, garantindo que os interesses dos madeirenses está "acima de qualquer luta partidária".