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  Quarta, 25 Abril 2018

Porque a “Democracia” e a “Liberdade” não são apenas “semântica” para discursos políticos, o PSD reforçou esta quarta-feira, na Sessão Solene da Assembleia Municipal do Funchal Comemorativa do 25 de Abril, a necessidade de continuar a “cumprir Abril” na Madeira, e a urgência para “que se volte” a cumprir esses mesmos ideais na Cidade.

“Que se continue a cumprir Abril na nossa Região e que se volte a cumprir Abril nesta Cidade, pois é sinal que as pessoas voltaram ao topo das prioridades dos decisores políticos desta Cidade”, disse o deputado municipal do PSD, Bruno Melim, lamentando que a coligação de esquerda que governa o Funchal e o País não tenha “passado” nem “memória”.

“Temos uma esquerda que usa a Democracia e a Liberdade apenas como semântica do discurso político, mas que na verdade vive ainda por entre os livros de Marx a perceber o que falhou na teoria do socialismo científico”, observou o social-democrata, apontando para a “ilusão de esquerda” que, de forma “subserviente”, vive a pensar em Lisboa à espera de soluções para todos os problemas.

“Cumpre-se Abril quando defendemos e respeitamos a Constituição, nomeadamente a Autonomia Política. Agride-se Abril quando de forma leviana e informal reunimos com os centros de decisão em Lisboa e depois se vem para a praça pública faltar à verdade com as pessoas”, continuou Bruno Melim, sublinhando que uma forma dos autarcas honrarem o legado daqueles que fizeram o 25 de Abril, é governar diariamente as cidades que os elegeram.

“Cumpre-se Abril quando se respeitam as hierarquias e se governa para quem nos elegeu. Agredimos Abril quando relegamos para segundo plano aqueles que nos elegeram em detrimento das nossas ambições e objectivos pessoais”, acrescentou, lembrando que o PPD/PSD “esteve, está e continuar a estar” ao serviço do Povo. Do lado oposto, disse Bruno Melim, está a coligação que governa o Funchal, que “agride Abril” ao olhar para as pessoas como um mero “instrumento”.

Bruno Melim, é filho da geração que viveu na adolescência a chegada da liberdade. Que deu corpo às manifestações e empenhou-se com alma na ação política. “Ao contrário daquilo que hoje se vê: enormes cartazes feitos pelas melhores empresas de comunicação com propaganda daquilo que se fez, não fez e que se vai fazer como este executivo nos teima em presentear”, criticou o deputado municipal, vincando que Abril não se esgotou naquela manhã há 44 anos. “Falar de Abril de 1974, sem falar de Novembro de 1975 é querer apagar da memória todos os erros, os excessos e as histórias que certa esquerda em Portugal levou a cabo alegadamente em nome do Povo, despojando-os dos seus bens, das suas casas e dos seus rendimentos de toda a vida”, recordou, lamentando que quatro décadas depois esse desrespeito pela propriedade privada esteja de regresso.

Em causa, esta a posição da deputada socialista e presidente da Assembleia Municipal de Lisboa, Helena Roseta, que no âmbito da Lei de Bases da Habitação, defendeu a requisição forçada de imóveis como forma de diminuir a problemática da habitação e do sub-arrendamento a privados.

“Gostaríamos de não deixar passar esta oportunidade para questionar o actual executivo para saber se este acompanha a posição do Partido Socialista”, perguntou Bruno Melim, ironizando: “Se não concorda já movimentou a suas influências nacionais que dão sempre brilhantes números jornalísticos, mas efeitos práticos zero?”

Porque, concluiu, também cumpre-se Abril, sempre que é respeitada a liberdade de iniciativa privada. Sempre que os trabalhadores recebem os seus direitos. Sempre que as pessoas podem livremente optar pelo modelo de vida em que querem viver.

Já Mário Rodrigues, presidente da Assembleia Municipal da CMF,  recordou uma época anterior ao 25 de abril e uma Madeira "muito atrasada" e com uma população adormecida.

"A Revolução de 25 de Abril de 1974, foi também a mola impulsionadora que permitiu acelerar muito o desenvolvimento da Autonomia Política e Administrativa que temos conquistado nas últimas décadas", disse Mário Rodrigues.

O presidente da Assembleia Municipal deixou um alerta: "Hoje, esta ainda é uma questão nuclear na nossa vida coletiva, não é um assunto encerrado."