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Notícias
  Quinta, 15 Fevereiro 2018

“A Madeira tem as suas contas públicas controladas como é do conhecimento de todos. A declaração do senhor primeiro-Ministro, ontem, é a todos os títulos lamentável. Mas não é nada que não estivéssemos à espera”, disse hoje o presidente do PSD/Madeira à margem da visita às obras do Museu Vicentes.

Miguel Albuquerque notou que, desde a primeira hora, a agenda do primeiro-Ministro não era resolver os problemas da Madeira e dos madeirenses, mas sim “desenvolver uma agenda política de tomada de poder na Região a qualquer preço.”

Foi desta forma que Albuquerque reagiu às declarações de António Costa que, ontem, na Assembleia da República, disse que o défice da Madeira foi uma “desagradável surpresa” que tinha contribuído para aumentar, o défice nacional.

O presidente do PSD/M contrapôs dizendo que o défice da Região é baixo, mas poderia ser mais baixo se o Estado não lucrasse 12 milhões de euros por ano com a taxa de juro da dívida da Madeira que é superior àquela que é paga pela República.

E continuou: “O défice da Madeira é baixo mas poderia ser mais baixo se o primeiro-Ministro e este Governo pagasse os 16 milhões de euros dos subsistemas que os contribuintes madeirenses continuam a financiar (…), poderia ser mais baixo se o Governo de António Costa pagasse os 33 milhões de euros de dívidas fiscais à Região Autónoma da Madeira.”

Dizendo que o chefe do Governo Central não cumpre aquilo que prometeu aos madeirenses, deixou um aviso. “Se pensa que vai deitar poeira nos olhos dos madeirenses está muito enganado”, sublinhou.

Referindo que o primeiro-Ministro já está “nitidamente” em pré-campanha eleitoral, Albuquerque acusa Costa de tentar confundir “deliberadamente” a população madeirense e porto-santense com duas coisas distintas. “Uma coisa é o défice em termos de contabilidade pública, outra é o défice em termos de contabilidade administrativa”.

E concluiu “o PSD tem a responsabilidade de ter feito ao desenvolvimento da Madeira. Quem levou o país à bancarrota não foi o PSD, foi um governo do PS do qual este primeiro-Ministro fazia parte.”