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Notícias
  Sexta, 22 Setembro 2017

O presidente do PSD Madeira afirmou hoje "que, nos últimos quatro anos, Machico andou para trás" porque teve uma Câmara Municipal que prometeu mundos e fundos, mas que não fez nada e o povo de Machico foi enganado".

No comício realizado no Largo do Senhor dos Milagres, Miguel Albuquerque sublinhou que os machiquenses "têm muito orgulho na sua terra e nas suas raízes", salientando ter a certeza de não existir "nenhuma mullher e nenhum homem em Machico que fique contente quando uma câmara de esteve quatro anos em exercício, que prometeu nesta terra captação de investimento, que prometeu que ia realizar obras de infraestruturas, que prometeu que ia dinamizar o turismo e ao fim de quatro o que é temos? Uma trafulhice que esta Câmara não fez nada neste concelho".

E, segundo Miguel Albuquerque, "não fez, mas devia ter feito porque Machico é uma das terras mais bonitas do mundo, tem uma paisagem magnífica, tem uma população trabalhadora e amável". Tem, assim, "todas as condições para captar investimento" e se isso não aconteceu, afirmou o presidente do PSD Madeira, deve-se ao facto de ter "uma Câmara incompetente e que não soube governar", que "faz conversa fiada, mas não faz obra nem concretiza projetos".

Fruto disso, está a "ser ultrapassado por outros concelhos". 

Miguel Albuquerque garantiu ainda que o Governo está a cumprir os compromissos assumidos para Machico, lembrando que está já em curso a obra na estrada para o Porto da Cruz. Estão também a ser recuperados o centro de saúde e a escola secundária, a ser feito o reperfilamento do cais do Caniçal e um investimento de mais de quatro milhões nas redes de saneamento de água.

Além disso, Miguel Albuquerque assegurou que vai apoiar a reconstrução e reconversão do Forte de São João Baptista em Pousada da Juventude, aceitando a proposta lançada pela candidatura de Ricardo Sousa à Câmara Municipal.

O presidente do PSD Madeira afirmou ainda que "Machico precisa de uma Câmara com pessoas com sentido de trabalho, com capacidade de diálogo e que, sobretudo, saibam fazer as coisas".

Pegando no lema do PS, que propõe confiança no futuro, Albuquerque sublinhou que não deixa de ser curioso que não houve um investidor que fosse "meter um tostão" em Machico, justamente "porque não confiava nesta câmara".

Já o futuro, acrescentou, é "o Ricardo Sousa e a sua equipa". "Precisamos de ter uma câmara que trabalhe, com sentido de inovação, com sentido reivindicativo, que capte o investimento e que capte a confiança dos investidores para Machico voltar a ser um grande centro do turismo na Madeira".

Miguel Albuquerque lembrou que Ricardo Sousa esteve 8 anos à frente da Junta de Freguesia de Machico e "foi o melhor presidente de sempre". Contudo, "não foi só na política que se destacou", mas também no trabalho desenvolvido na Liga Portuguesa Contra o Cancro. "Este homem merece ser o presidente de Machico", disse.

Também Ricardo Sousa focou que "Machico precisa de mudar" e precisa, sobretudo, de "mais investimento" e de maior trabalho na área social. "Precisamos trabalhar pelas nossas familias, pelos nossos jovens e pelos nossos idosos".

O candidato do PSD afirmou que não se pode andar sempre "a chorar", salientando que só com trabalho é que os problemas se resolvem. Uma mudança que diz ser necessária e que é desejada a julgar por aquilo que tem sido transmitido pela população nos contactos que têm sido realizados em todas as freguesias. "O que está em causa é avaliarmos o que foram estes quatro anos de gestão socialista e é unânime, em quase todas as casas que passámos, que é preciso uma mudança".

Tratou-se, segundo Ricardo Sousa, de um "projeto falhado", bastando para essa conclusão o facto de metade da equipa de vereação não integrar a atual lista do PS à Câmara. "Eles são os primeiros a admitir que nada correu bem". 

Mas, na opinião do candidato social-democrata, houve um grave erro de casting, porque a "pior pessoa, o arrais do barco, é que devia sair". "Quem não sabe mandar não pode ficar outras vez mais quatro anos."

Na questão da dívida, lembrou que o PSD quando chegou à Câmara em 2002, tinha 12 milhões de dívida, mas "não esteve três anos e meio a chorar",  nem deixou as obras para realizar nos meses que antecedem as eleições. "No dia 2 já vamos começar a trabalhar e vamos dar o máximo por Machico, não queremos saber se há mais ou menos dificuldades, o que queremos saber é quais são as soluções para o concelho."

Ricardo Sousa recordou também o processo da ARM, tão contestada pelo PS mas com a qual os socialistas assinaram novo contrato prolongando, assim, o tempo de vigência.

Referiu ainda que todas as semanas são anunciados novos empreendimentos para a Machico na comunicação social, mas a verdade é que se passaram quatro anos e nenhum deles está no terreno. Neste mesmo período, sublinhou, não foi também feita nenhuma candidatura ao Governo nem sequer aproveitados os projetos já existentes para serem efetuadas candidaturas a financiamento de caminhos agrícolas. "Agora no último mês apresentaram nove, quem é que acredita nesta gente?"

Ricardo Sousa destacou algumas medidas do seu programa à Câmara, entre elas o reforço dos apoios aos universitários, a entrega de manuais escolares para os alunos do 1º ciclo, os incentivos à natalidade, objetivo de fomentar a criação de uma cooperativa agrícola que dê apoio aos agricultores e a aposta na promoção do concelho dentro e fora da Região.