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Notícias
  Quarta, 20 Setembro 2017

A candidatura social-democrata ao concelho de Santa Cruz pretende um novo paradigma para a Camacha, que passa pelo investimento na área do Turismo Rural, utilizando, para tal a marca Quintas da Camacha. Para além disso, aposta na reabilitação do centro da freguesia, trabalho já iniciado e de autoria de um grupo de cidadãos locais, com o apoio da Casa do Povo e da Secretaria Regional da Inclusão e assuntos Sociais.
O candidato a presidente da Câmara de Santa Cruz, Roquelino Ornelas, acompanhado por Hélder Dinis Silva (candidato a presidente da Junta da Camacha) e por muitos militantes, visitou o centro da freguesia, para observar a iniciativa “Colorir a Camacha”.
Projeto que nasceu de um grupo de cidadãos da freguesia mas que, na opinião de Roquelino Ornelas, deveria ter sido da responsabilidade da Câmara Municipal de Santa Cruz e que consiste numa reabilitação simbólica de grande parte dos edifícios do centro histórico da freguesia.
“É um trabalho que dá para perceber o impacto que uma reabilitação destas tem. Um centro urbano que precisa de mais reabilitação mas que não foi alvo de grande pressão urbanística e que, como tal, ainda pode ser restaurado, mantendo uma traça “, disse.
Roquelino Ornelas falou num projeto (orçado em 55 mil euros) louvável, que é o primeiro passo para uma reabilitação mais alargada, se o PSD vencer as eleições.
Por seu turno, o candidato a presidente da Junta,
Hélder Dinis Silva, reforçou a ideia de que “é preciso apostar num novo paradigma para a Camacha”.
“Durante anos a obra de vimes foi o sustentáculo da economia local, com cerca de 80% das famílias ligadas à mesma. Hoje, vivemos uma outra situação, em que tem de haver uma aposta noutros setores., nomeadamente no Turismo Rural. É preciso cativar empresas para cá, até para potenciar o emprego», defendeu.
O candidato diz que a aposta deverá recair na marca Quintas da Camacha, nos roteiros turísticos ligados à Laurissilva e aos Moinhos (nove), bem como às levadas e veredas antigas.
Frisando que a Câmara e a Junta devem fazer a ponte entre a iniciativa privada e a pública, Hélder Dinis Silva destacou ainda a importância da gastronomia e da cultura, que podem também ser importantes motores económicos para a freguesia.
A concluir, questionado sobre se sente que a Camacha foi abandonada pela atual Câmara, frisou que o importante “é o futuro e esse passa pelo PSD”. “Mas, uma coisa é certa: não se pode estar a criticar o passado e depois fazer o mesmo”, sublinhou, num remoque ao JPP.