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A deputada Cláudia Gomes lamentou hoje "os oportunismos, os aproveitamentos políticos, os palpites" e "as meias verdades que muitas vezes são ditas e repetidas até à exaustão por representantes do povo".

Numa intervenção antes do período da ordem do dia, na sessão plenária de hoje, a deputada sublinhou que se "fala imenso do passado", "condenam-se deputados na praça pública por posições tomadas, mas esquece-se o presente".

Deu o exemplo da situação relativa à lei de meios e ao Porto da Cruz. Todos defendem a obra, mas depois "não se fala do sentido de voto do PS quanto ao orçamento e o plano de investimentos para 2017". "É sempre bom relembrar que o PS votou contra o plano de investimentos que inclui as obras tão almejadas pela população do Porto da Cruz. Eo julgamento público, onde anda? Esta localidade deixou de repente de interessar ao PS?"

Para Cláudia Gomes, o que sugere este tipo de atitude "é que quando o Governo arranja uma solução, cria-se um problema para a oposição e então toca a desviar as atenções do que realmente é importante". Segundo disse, "isso acontece com o Porto da Cruz, acontece com as capelas da igreja matriz de Machico, entre tantas outras situações".

"À falta de ideias, toca a atacar o Governo e os deputados do PSD que isso é que dá votos", salientou, acrescentando que "o discurso político deixou de ser persuasivo, recorrendo-se a deturpações intencionais e outras que denotam pura negligência, com um único propósito: ganhar eleições!"

Já o deputado Paulo Freitas, igualmente numa intervenção antes do período da ordem do dia,  lembrou que a 12 de dezembro último, assinalou-se os 40 anos das primeiras eleições autárquicas portuguesas, as eleições fundadoras do Poder Local Democrático.

De acordo com o deputado, na Madeira, a história destes 40 anos de Poder local democrático, faz-se, na sua esmagadora maioria, com autarcas do PSD. "Faz-se com presidentes de câmara, Presidentes de Assembleia Municipais, presidentes de juntas de freguesia eleitos pelas listas do PSD/Madeira. "Foram esses autarcas, repito, maioritariamente eleitos pelas listas do PSD ao longo destas décadas, que realizaram um conjunto de obras essenciais e estruturais para os seus Municípios e freguesias: àguas, saneamento, ruas, estradas, electrificações, equipamentos sociais, espaços culturais e desportivos; arranjaram-se escolas, permitindo uma alteração positiva na vida das populações, melhorando significativamente a sua qualidade de vida, as acessibilidades e as condições de higiene e saúde pública."

O deputado lembrou ainda que o ano de 2017, ficará marcado politicamente pelas eleições autárquicas. "Pela primeira vez, nestas quatro décadas de poder local democrático, o PSD/Madeira apresentar-se-á a eleições sem ter a maioria das 11 câmaras Municipais da Região Autónoma, mantendo, no entanto, a maioria das 54 freguesias existentes nesta Região". 

Passados quatro anos das últimas eleições autárquicas constata-se "que as coligações ( construídas com o objetivo único de derrubar o PSD e não de melhorias das condições de vida da população) ruíram; que os movimentos que em 2013 se apresentaram ao eleitorado como alternativa aos poderes dos partidos políticos afinal, tornaram-se eles próprios, partidos políticos. Mas pior, hoje, entrando no último ano do mandato autarquico em curso, constata-se que nada de melhor foi feito em prol das respetivas populações desses concelhos."

O deputado dá o exemplo do Município de Santana, liderado pelo CDS, que em 2016 apresentou um orçamento municipal de apenas 337mil euros para investimentos. "Contudo, para 2017 ( espante-se: ano de eleições autárquicas !) isso mudará radicalmente. Dos 337mil euros , passa-se ( por artes mágicas) para os 6,8 milhões de euros, o que significa investir o dobro da dívida do Município."

Para Paulo Freitas , isso nada mais é que "o seguimento de uma linha propositada e concertada, usando a desculpa da dívida, para não concretizar compromissos eleitorais que só serão lançados em ano de eleições. Como resulado dessa +política, denunciou, durante três anos pequenas empresas de construção civil e obras públicas tiveram que fechar as suas portas, despedir os seus trabalhadores e fomentar a emigração.

"Em 2017 terá a última palavra o eleitorado, que questionará as opções, bem como os eleitos que, por políticas de último ano de mandato, tentarão a sua reeleição", disse.

Já na discussão dos votos, hoje dedicados à eleição de António Guterres como Secretário-Geral da ONU, um deles da autoria do PSD, o deputado Adolfo Brazão sublinhou que esta "Região, assim como todo o País, não poderia deixar de se orgulhar, com a ocupação de tão nobre cargo por um nosso compatriota".