• banner2018.jpg
  • bannerSItePSDMconselhoOut2017_5.jpg
  • bannerSItePSDMconselhoOut2017_1.jpg

O Grupo Parlamentar do PSD apresentou hoje à Assembleia Legislativa da Madeira um projeto de resolução que recomenda ao Governo Regional a aprovação de uma Estratégia Regional de Combate ao Cancro da Pele.

Um tema que serviu de base à intervenção do deputado Marco Gonçalves, no período antes da ordem do dia, uma vez que hoje se assinala o dia de combate ao cancro de pele.

O deputado sublinhou que, apesar de na Madeira se registar uma descida, a tendência internacional é no sentido de aumento dos casos, pelo que Região não poderá ficar alheia a esta realidade. Os dados disponíveis, e referidos por Marco Gonçalves, referem mesmo que o risco de melanona crescerá 22% até 2020.

A maioria dos casos de cancro de pele verificam-se em idades mais precoces, pelo que, segundo o deputado, deverá levar a um reforço do combate, com especial incidência na prevenção primária e comportamental, o que passa "por sensibilizar e informar a generalidade da população, dos profissionais de educação e saúde e de segmentos de risco", mas também da prevenção secundária, "assegurando o acesso dos cidadãos a um diagnóstico e tratamento precoce".

Nesse sentido, o PSD Madeira propõe a adoção de uma estratégia regional de combate ao cancro da pele, "assente numa abordagem integrada e pluridisciplinar desta doença", reconhecendo o Marco Gonçalves "o enorme e meritório trabalho das associações sociais que se têm destacado na luta contra o cancro da pele", em particular da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo e da Liga Portuguesa Contra o Cancro, esta última com delegação na Região Autónoma da Madeira e promotora de projetos e de ações de sensibilização da prevenção da doença, cancro da pele.

Entre as medidas propostas pelo PSD encontra-se: A promoção de uma Estratégia Regional de Combate ao Cancro da Pele, tendo em vista uma abordagem integrada, concertada e pluridisciplinar dessa doença, tanto na prevenção primária como na secundária e fase do tratamento; A aposta nas ações e campanhas de informação visando a sensibilização da população para a problemática dos cancros da pele e para os cuidados em evitar as exposições exageradas ou inadequadas ao Sol, sobretudo na Primavera e Verão, através dos meios de comunicação social, e tendo enfoque particular nas faixas mais jovens, designadamente em ambiente escolar, pela inclusão desta temática no programa curricular; A ampliação da divulgação pública de informação relativa aos índices de radiação ultravioleta, através do site do IPMA (Instituto Português do Mar e Atmosfera), através da sua publicação nas praias e complexos balneares na Região Autónoma da Madeira; O reforço do investimento na realização de rastreios do cancro cutâneo, em especial dirigidos a pessoas com riscos acrescidos de contrair esse tipo de cancro, tendo em vista o aumento da taxa de cobertura dos rastreios oncológicos; A maior acessibilidade por parte dos cidadãos a consultas da especialidade de dermatologia nos hospitais e ao tratamento dos casos de cancro cutâneo diagnosticados; O incentivo à formação específica em dermatologia dos médicos de família, bem como a formação e atualização dos profissionais de saúde que tratam doentes com os vários tipos de cancros da pele, nomeadamente do melanoma, e sensibilização daqueles para a necessidade de uniformização dos critérios de diagnóstico e de tratamento dos doentes com melanoma; Um acompanhamento e uma fiscalização mais eficaz junto dos centros de bronzeamento artificial definidos no n.º 2, do artigo 91.º do Decreto-Lei n.º 10/2015, de 16 de janeiro, mais frequentemente conhecidos como solários.

Ver intervenção