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O deputado José Prada afirmou hoje que, "sendo difícil de entender que o dossiê da mobilidade aérea teime em ser adiado pelo Estado Português, ainda fica mais difícil aceitar a sua total demissão de responsabilidades face às condições desastrosas, negligentes e vergonhosas com que a Companhia de que é socio maioritário tem vindo a operar para a Madeira".

Numa intervenção realizada antes do período da ordem do dia, na Assembleia Legislatuva da Madeira, lamentou que sejamos "cidadãos de um país que fecha os olhos à humilhação e ao desprezo a que os madeirenses se têm sujeitado", sublinhando que "omos ilhéus, mas recusamo-nos a ser Portugueses de segunda".

O deputado salienta que os "atrasos e cancelamentos passaram a ser a regra e não a exceção de uma prática que prejudica todos os residentes na Madeira, no seu direito à mobilidade mas, também a sua principal alavanca económica: o Turismo".

"Quem escolhe a Madeira – por sinal, reconhecida, pela quinta vez, como o melhor destino insular europeu – não pode ficar à mercê de ligações incertas que, para além de não respeitarem as horas de chegada e de partida, entraram na 'moda' de ser canceladas sem fundamento", disse..

José Prada considera "lamentável que a TAP prejudique a imagem do Turismo da Madeira, favorecendo outros destinos internacionais em detrimento daqueles que são portugueses". É lamentável também, adiantou, "que esta Companhia esteja 'nas tintas' para os direitos constitucionais de quem aqui vive, numa região insular fortemente dependente das ligações aéreas, enchendo os bolsos à nossa custa sem, todavia, fazer jus ao que recebe pelo miserável serviço que presta".

O deputado afirma que "há aqui uma visão que se impõe: nós não somos apenas números, somos pais, filhos, avós, crianças, jovens e idosos que, com saúde ou na falta dela, estão a pagar balúrdios por um serviço terceiro-mundista".

Face a este cenário, José Prada refere que "ninguém pode ficar indiferente à progressiva degradação de um serviço que deveria ser de excelência, à falta de resposta, de condições e de apoio que é dado aos passageiros, à inércia de quem pode alterar a situação e nada faz e, naturalmente, à falta de humanidade, dignidade e respeito a que temos direito".

"Não é admissível que todos os apelos que têm vindo a ser feitos pelo Governo Regional, caiam em 'saco roto", salienta o deputado, acrescentando que também "não se entende que os protestos que diariamente se fazem sentir não tenham consequências".

"Como é que se pode aceitar que uma empresa, cujo principal acionista é o Estado Português, não assegure o serviço mínimo público para as suas Regiões? Como é que se aceita que se cancelem ligações, não se disponibilizem mais lugares na rota e que se continuem a aumentar os preços?"

José Prada afirma que entre 24 de março e 1 de julho, foram cancelados 118 voos da TAP, com destino à Madeira. Ontem, mais 2 foram novamente cancelados.

E questiona: "Como podem os madeirenses viver com isto? E se precisam de ir a Lisboa por questões de saúde? E o estudante que deixou uma cadeira para trás e depois não chega a tempo do exame? E as dezenas de crianças e jovens que praticam desporto no continente, vão deixar de poder fazê-lo? Ou até aquele que pretende ir passar férias ao estrangeiro com passagem por Lisboa, perde a ligação?"

A estas pergunta, segundo o deputado, a resposta tem sido "uma mão cheia de nada, um Primeiro-ministro que nada resolve, seja la o que for, da Madeira, um madeirense que, estando na administração desta empresa, simplesmente fica calado, um Ministro das Infraestruturas que nada diz nem resolve, uma estranha falta de solidariedade nacional e um adiar consecutivo de ações".

Porque é altura de dizer "basta", refere José Prada, adianta que o Grupo Parlamentar do PSD Madeira requereu a constituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito que visa questionar quais é que devem ser as responsabilidades da TAP e quais as competências da República.

"Duvido que alguém, nesta sala, se identifique com a prática que tem vindo a ser seguida pela TAP e pelo representante do seu acionista maioritário. Mas gostava de ouvi-los sobre isto. Porque caso contrário, serão no mínimo coniventes. Mas há os que o são. Os que se mantêm em silêncio, tentando justificar o injustificável. Os que teimam em passar pelos pingos da chuva, transformando um problema desta dimensão numa batalha política, esquecendo que é o interesse regional que está em causa. Não é o nosso caso."

José Prada garante que os deputados do PSD foram "eleitos para defender os interesses dos madeirenses e porto-santenses e o seu direito ao princípio da continuidade territorial, que compete ao Estado".

"A incompetência, incapacidade e irresponsabilidade com que a TAP tem gerido os seus voos de e para a Região exigem uma solução efetiva, que passe da intenção à ação.
O Governo da República deveria ser o primeiro a exigir qualidade, responsabilidade e compromisso público à Administração desta Companhia."

José Prada sublinha que de nada serve aos madeirenses "contar com um Estado que se diz português mas que apenas olha para os cidadãos que residem em Lisboa, prejudicando, diariamente, os que vivem no Norte, no sul e nas Ilhas".

"Enquanto portugueses merecemos, bem melhor do que um serviço de migalhas, suportado numa governação miserável, sem critério e desumana."