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O deputado Eduardo Jesus afirma "mais do que nunca, a Região Autónoma da Madeira está refém de uma governação nacional que é a negação de todo o alicerce democrático e da afirmação da portugalidade no verdadeiro espírito do sentimento nacional", sublinhando que, "hoje, existe um Portugal da geringonça e um Portugal da democracia".

Numa intervenção antes da ordem do dia, na Assembleia Legislativa da Madeira, o deputado salientou que "a manobra político-partidária constitui a opção nacional", e "a Região Autónoma da Madeira, democrática, está por sua conta e risco".

Eduardo Jesus referiu que "ser português significa ser entendido por igual em qualquer parte do território nacional", "pertencer ao país sem quaisquer condições" e "ser cidadão sem limitações de qualquer ordem".

"É por tudo isto que Portugal consagra na sua lei fundamental o essencial da sua existência", disse.

O deputado acrescenta que "é também, por este conjunto de razões, que a Constituição da República baseia nas diferenças a proximidade e nas especificidades a particularidade, prevendo enquadramentos próprios para fazer valer a igualdade entre todos os portugueses".

"A autonomia é a expressão do enquadramento em apreço, promovendo a razão da existência da Lei Fundamental do País, consagrando a função nacional nos diversos espaços, também, insulares, conforme a realidade própria de cada um deles", adiantou, considerando que "esse entendimento requer visão, requer competência e requer sentido de Estado".

Para Eduardo Jesus, "desejar um país atlântico impõe presença digna no espaço e, acima de tudo, respeito por aqueles que na insularidade garantem a dimensão nacional", assim como "atender aos constrangimentos específicos de cada território nacional é condição para a competência exigida na governação do país, no seu todo".

O deputado reitera que "afirmar o sentido de Estado representa a elevação que, não estando à altura de todos, constitui a qualidade superior da política".

 

Relativamente à nossa Região, o deputado afirma que "tudo o que de bom tem acontecido nos últimos anos é resultado do esforço exclusivo do povo madeirense e portossantense, que teve que se habituar a não contar com qualquer solidariedade nacional".

O que nem por isso a deixou ficar mal, lembrando que "a atividade económica cresce, fruto das opções governativas regionais, o rendimento disponível das famílias aumenta, fruto das opções governativas regionais, o desemprego reduz-se continuadamente, fruto das opções governativas regionais, a notoriedade externa da Madeira e do Porto Santo cresce, em consequência das opções governativas regionais, os apoios sociais são constantemente reforçados, como resultado das opções governativas regionais, as contas públicas resultam equilibradas e são as únicas que contribuem para diminuir o prejuízo nacional, na sequência das opções governativas regionais".

E com isso, "vive-se melhor, respira-se melhor, acredita-se no futuro, investe-se mais e consome-se melhor".

"Os madeirenses e os portossantenses assim o merecem, dado o esforço e a dedicação a que estão habituados, e, por isso mesmo, têm constituído a prioridade da atuação do Governo da Região Autónoma da Madeira."

Aliás, para o deputado, "todas as limitações, todos os problemas, todos os atrapalhos que condicionam o povo deste Portugal Insular vêm da República, governada por uma esquerda da propaganda, do show-off e do faz de conta".

Da geringonça, acrescenta, recebemos "indiferença, recusa e chantagem" e dela "resulta o inacreditável enquadramento atual, de um país que "nos deve dinheiro, se apropria dos nossos recursos e que explora os madeirenses, lucrando vergonhosamente connosco".

Um país que, segundo Eduardo Jesus, "boqueia a mobilidade dos madeirenses, vem a correr para a fotografia, mas que tarda em aparecer na solução". Um país que "nos faz reféns de uma autonomia incapaz, mas suficiente para a asfixia nacional".

O deputado sublinhou que "esta fatalidade em que nos encontramos revela a imaturidade política e o desvio intelectual de quem governa a nação motivado pelo poder partidário, a qualquer custo, e indiferente às necessidades da população e ao respeito institucional".

No entanto, continua, "não caracteriza, apenas, aqueles que pretendem dominar e oprimir este povo, revela, também, a existência de uma oposição regional que sendo parceira dessa estratégia nacional, comete o pecado maior da traição ao povo da Região Autónoma da Madeira".

Por tudo, isto o deputado acredita que "os madeirenses e os portossantenses merecem mais e melhor, merecem ver os seus interesses na prioridade de toda a classe política, independentemente da cor partidária", salientando que "a realidade atual deixa a nu as carências e as vulnerabilidades de uma autonomia que, apesar de arrancada a ferros". Uma realidade que "está necessitada de evolução, que se apresenta insuficiente ao nosso desenvolvimento e que revela maior vantagem para quem centraliza em prejuízo da sua própria essência".

"O desafio regional está para além do alinhamento focado nos verdadeiros interesses do povo da RAM. O desafio coloca-se na sustentabilidade deste território que não pode, não deve, nem quer ficar nas mãos de uma metrópole que apesar de perdida ainda vive amargurada nos estigmas da gestão dos territórios colonizados."

Ao finalizar a sua intervenção, o deputado afirmou que "a alma madeirense e portossantense não se submete, não se vende, nem se rende", pois "este é um povo que sabe o quer, que sabe quando custa ser português no atlântico e que não se resigna, mesmo traído pelos mais próximos".

"Teremos o que merecermos, em função da nossa luta e da afirmação daquilo que nos caracteriza, no respeito pela dignidade de uma população que, ainda hoje, se resigna a muito, para pertencer a este país", concluiu.