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“Irresponsabilidade, imaturidade e desleixo”, é assim que o deputado Bernardo Caldeira classifica a atuação do Governo da República no processo que diz respeito à ligação aérea entre o Porto Santo e a Madeira.

Numa conferência de imprensa, realizada na Assembleia Legislativa da Madeira, Bernardo Caldeira afirmou que se esperava que a vinda do Primeiro-ministro e do ministro com a tutela dos transportes à Região pudesse trazer alguma novidade sobre esta matéria. "Infelizmente, as expetativas saíram defraudadas, uma vez que, hoje, quando estamos a dez dias do fim da atual concessão, não sabemos qual o resultado do concurso da linha aérea e vivemos, neste momento, um impasse, sem sabermos quem foi o vencedor do concurso internacional."

Trata-se de uma situação que, segundo o deputado, "traz imensas dificuldades para toda uma ilha, para as suas gentes e para a sua economia", salientando que existem "operações turísticas de inverno que não puderam ser fechadas", penalizando as empresas.

Bernardo Caldeira lembrou que o investimento feito pelo Governo Regional no apoio às operações e na promoção está, neste momento, "bloqueado" devido a este problema.

O deputado salientou que a linha aérea Madeira/Porto Santo é "uma importante porta de entrada para o turismo", recordando que o Governo Regional já vem alertando para esta situação desde junho de 2016, há dois anos atrás, mas, "por irresponsabilidade, imaturidade e desleixo do Governo da Republica, não está resolvida", o que fará com que dentro de onze dias não haja qualquer viagem entre a Madeira e o Porto Santo.

Uma realidade que é preocupante em termos de linha, mas também para a empresa que está a operar e para os seus funcionários, que "não sabem aquilo que lhes irá acontecer".

Bernardo Caldeira exige, assim, um desfecho rápido para esta situação, independentemente de ser a empresa A ou B a concessionária."O importante nesta matéria, e que seja bem claro, é que todas as reinvindicações e todas aquelas que foram as indicações dadas pelo Governo Regional ao Governo da República sobre aqueles que são os anseios da população do Porto Santo sejam respeitadas".

Contudo, assegura que António Costa "ficará na memória dos porto-santenses como o Primeiro-ministro que desrespeitou e desprezou uma ilha, que é parte do território português, com uma penalização gravosa para todas as suas gentes e para a sua economia".