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O deputado José Prada afirmou hoje, numa intervenção na Assembleia Legislativa da Madeira, que a “atribulada vinda do Primeiro-Ministro e Secretário-geral do PS à Madeira apenas veio confirmar que os assuntos que a Região tem vindo a reclamar são sérios e não mera ficção política”.

O deputado sublinhou que, “repetindo argumentos e sem nada concretizar, António Costa deu razão ao Governo Regional na sua preocupação e luta pelos direitos e interesses dos madeirenses” e limitou-se a “afirmar um compromisso institucional que, há muito, carece de ação e não de palavras”.

José Prada salienta que já toda a gente sabia que o Concurso Internacional para a construção do novo Hospital seria lançado este ano e que o Governo da República iria garantir o financiamento de 50% da obra e dos seus equipamentos, apesar de considerar que esse “apoio que fica, contudo, aquém das suas obrigações”.

De igual forma, adianta, também já era público que o Governo Central iria assumir as dívidas dos subsistemas de saúde, num total de 17 milhões.

“O que é estranho é que seja necessário uma reunião para o Estado assumir que vai pagar o que deve”, afirmou.

José Prada sublinhou que foi também garantido “que seria encontrada uma forma de fazer aplicar na Região, as taxas de juro que o Estado paga aos seus credores, de modo a que pagássemos menos”, mas nada foi dito quanto ao quando ou como.

Por outro lado, António Costa “reconheceu, mais uma vez, a necessidade de revisão do subsídio de mobilidade aérea”, mas, “ao contrário do que se esperava”, não apontou “qualquer solução ou caminho”.

“De tanto andar às voltas, mais parecia um avião na aproximação à pista do aeroporto da Madeira, em dia sem vento, mas obrigado pelos limites da sua ANAC”, disse José Prada.

Ainda assim, “assumiu que o modelo actual não podia manter-se porque apenas beneficiava os bolsos das companhias aéreas”.

“Mas então não é a TAP a companhia que mais ganha milhões com o subsídio à mobilidade? Não é a TAP que é detida pelo Estado Português? Não foi o seu governo que nomeou a maioria dos administradores da TAP? Em que ficamos Sr. Primeiro-ministro?”

O deputado referiu ainda que António Costa “elogiou as contas da Madeira de 2017, tratando-as como exemplares, quando, não há muito tempo, em plena Assembleia da República, ofendeu os madeirenses, alegando que tínhamos todos contribuído negativamente para o défice das contas públicas”.

Para José Prada, “a única novidade desta visita oficial prende-se com a disponibilidade da Ministra do Mar em ajudar a Linha ferry entre a Madeira e o continente português, agora que a situação já está resolvida”. Ou seja, “a mesma Ministra que garantiu que essa operação não fazia sentido porque a continuidade territorial era assegurada pelo transporte aéreo”.

Como conclusão, o deputado salienta que esta visita do Primeiro-Ministro à Madeira resultou numa “mão cheia de nada” e numa “fraca ação de charme que só teve o mérito de reconhecer que, afinal, o Governo Regional está certo no que defende, no que reclama e no que espera da República”.

José Prada considera, por isso, que “nenhum madeirense pode rever-se na forma como o Estado tem vindo a tratar a Região” ou “aceitar este ataque continuado aos princípios que regem a nossa autonomia” e a “indiferença e o oportunismo com que somos tratados”.

Condenou, assim, “a mentira descarada que agora se tornou mais próxima, através do porta-voz do Governo Central que habita na Praça do Município, a discriminação que sentimos na pele, em comparação aos portugueses que vivem no norte, centro e sul de Portugal, bem como nos Açores, e o adiar progressivo de reivindicações que não são do PSD/Madeira nem do Governo Regional da Madeira, mas de toda uma população que merece mais respeito, verdade e justiça social”.

Segundo José Prada, “nada disto faz sentido num País que se apregoa uno, coeso e estável para todos os seus cidadãos, vivam estes no continente ou nas ilhas”.
“Apenas faz sentido quando temos a noção de que o Sr. Primeiro-Ministro olha para a Madeira apenas e só como uma conquista de poder. Mesmo que isso signifique dar cabo da paz social, do crescimento e do desenvolvimento que construímos, nas últimas décadas.”

Uma estratégia, sublinha, que apenas tem um “propósito, publicamente afirmado, o de derrotar o PSD Madeira”.

E aqui, de acordo com o deputado, reside mais uma contradição: “Então o Sr. Primeiro-ministro veio dizer que está ao lado dos madeirenses, mostra-se disposto a colaborar, dá razão ao Governo Regional nas suas reivindicações e depois demarca-se de tudo isto para dar um tiro no escuro? Apenas e só em nome do poder?”

Infelizmente, acrescentou, “fica provado que o Governo Central não representa, neste momento, o apoio e o suporte que deveria representar, à nossa população. Não é no Estado Português que iremos encontrar as respostas que precisamos, neste momento. Mas chega de demagogia.

Pense-se na população, na responsabilidade que temos para com esta Região e no que realmente as pessoas esperam de nós. Não é, certamente, nada disto que esperam nem é ao fim de mais de 40 anos de autonomia que os madeirenses e porto-santenses quererão regredir no tempo.”