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O líder parlamentar do PSD, Jaime Filipe Ramos, afirmou que a Madeira está muito mais capaz de resistir a fenómenos que "infelizmente vão acontecer cada vez mais". Contudo, acha estranho que determinados deputados da Assembleia Legislativa da Madeira em vez que querem saber se a Madeira está melhor ou nãodepois do 20 de fevereiro e se as obras que foram feitas melhoraram ou não a proteção da população estão sistematicamente sobre a Lei de Meios e as verbas correspondentes, afirmando que "o deputado Victor Freitas repete insistentemente aquilo que lhe pediram para fazer porque não sabe ler certamente, porque basta olhar para uma tabela e perceberia sobre o que se está aqui a falar". 

"Será que o sr. deputado não sabe ler?", questionou, respondendo de seguida que não lhe parece que seja esse o caso. "Alguém lhe pediu para fazer esta figurinha".

Só assim se explica que alguém venha dizer que o Estado deu 740 milhões de euros, o que não corresponde à verdade, afirmou Jaime Filipe Ramos, sublinhando que 225 milhões foram transferidos Orçamento do Estado, mas outros 265 milhões vieram da União Europeia.

Mais mais grave, salientou, foram os supostos 250 milhões de euros do BEI "que eram solidariedade do Estado e que mais tarde o Governo do PS veio dizer que era um financiamento que a Região tinha de pagar". Ou seja, continuou,  "o Estado não deu nada, deu foi dívida à Madeira com a solidariedade do Estado português".

Tratou-se assim de um farsa em que quem paga a solidariedade "é o povo da Madeira".

Neste debate, também o deputado Carlos Rodrigues denunciou a falta de solidariedade do Governo da República quer na aluvião de 2010, quer nos incêndios de 2016. Segundo o deputados, estas situações "foram testes extremos à capacidade e tenacidade de todos nós". Na primeira situação, sublinhou, "contámos com a devida solidariedade do Estado e com o contributo de inúmeras instituições, empresas, famílias e cidadãos, mas cedo se percebeu que a solidariedade do Estado era limitada, sujeita a condições e teria um preço a pagar pelos madeirenses".

Desde logo, referiu, "implicou a suspensão da Lei de Finanças Regionais, aprovada à revelia do Primeiro-ministro de então, José Sócrates, que aproveitou este momento de dor e de sofrimento para se vingar dessa afronta que contra ele tinha sido cometida".

Mais tarde, disse, "o Governo da República aproveitou o programa de assistência para espartilhar ainda mais a referida solidariedade". Em relação aos incêndios, continuou Carlos Rodrigues, "as promessas ainda estão por cumprir".

"A diligência que foi usada por exemplo em Pedrógão Grande pôs a nu a falta de vontade do Governo da República em relação à Madeira. Um país, dois tratamentos, uns são considerados cidadãos e primeira, enquanto os reles ilhéus não passam de portugueses de segunda. Ou seja, nada a que não estejamos habituados."

Por seu lado, o deputado Gualberto Fernandes afirmou que no 20 de fevereiro o Governo da República apoiou a Madeira mas apoio "muito mal". "O dinheiro veio às pinguinhas e não chegou para todas as necessidades que na altura a Madeira, e em particuar o Funchal, precisava". "E o mesmo está a acontecer agora com os incêndios", afirmou. "A Madeira fica sempre para o fim, fica sempre prejudicada". 

Já Élvio Encarnação lembrou que foi este Governo Regional que, desde que tomou posse, deitou mãos e está a resolver o problema do Porto da Cruz". Afirmou també que, no âmbito do programa operacional de sustentabilidade e eficiência no uso dos recursos, a Região já investiu cerca de 233 milhões de euros em 40 projetos que vão ao encontro da recuperação e de proteção de pessoas e bens face à maior frequência de situações extremas provocadas pelas alterações climáticas.