• bannerNewsPSD14dez.jpg
  • banner-02.jpg
  • bannerSitePSDMconclusoes.jpg
  • bannerSitePSDM23mar2018rui.jpg

O deputado Carlos Rodrigues afirmou hoje, numa intervenção antes do período da ordem do dia, que "o episódio protagonizado pelo candidato do Partido socialista a presidente do governo regional e atual presidente da Câmara do Funchal, constituiu um inesquecível momento ridículo, absurdo e fraudulento da política madeirense".

"Esta comédia trágica redundou numa mentira grosseira, adiantou o deputado, acrescentando que Cafôfo "mentiu e colaborou na mentira já planeada pelo governo da República". Mente "quando diz que a inclusão do novo hospital no Programa de Estabilidade e Crescimento se deve à sua pressão e acção", quando "o PEC foi aprovado, em conselho de ministros, dia 12 de abril e a aludida reunião, a ter acontecido, foi no dia 13 do mesmo mês."

Isto num encontro onde "seriam dados murros na mesa, todas as pendências resolver-se-iam, todos os problemas deixariam de existir". "Enredo mais ridículo e falso não poderia existir". disse.

Mas os contornos desta história vão, segundo o deputado, para além da mentira, representando uma verdadeira enceneação. Primeiro com o destaque da notícia a anunciar a reunião e no dia seguinte a informação de que o encontro já não seria oficial mas sim oficioso.

"Uma vez mais, o Presidente da Câmara recua rapidamente. Confrontado com mais um seu erro, procura emendar a mão, tarde de mais, o ridículo já estava instalado."

Carlos Rodrigues sublinha que "o hipotético encontro iria ser feito às escondidas, coberto de mistério e sem a presença comprometedora dos jornalista", tornando impossível de comprovar a sua realização.

"Tudo isto seria hilariante não fosse tão penoso e vergonhoso. Eu, enquanto madeirense, senti-me ofendido pela forma primária e infantil com que, pessoas detentoras de cargos públicos tentaram nos enganar de forma tão óbvia e desleixada. Nem se preocuparam em construir uma história minimamente verdadeira e consistente. Acharam que seríamos todos tontos e que qualquer coisa mal amanhada serviria para nos impressionar e convencer."

Além desta encenação, Carlos Rodrigues afirma que "esta paródia infeliz é um momento absurdo". "Partindo do princípio que o aludido encontro se realizou, ainda que de forma misteriosa, escondida, na sombra, quem foram os protagonistas desse encontro ? Comecemos com a hipótese mais simples. O cidadão Paulo Cafofo e o cidadão António Costa. Possível mas sem qualquer relevância política ou social, uma reunião entre dois cidadãos dificilmente pode ser chamada de reunião oficial, sequer oficiosa e o seu resultado é nulo."

Segunda hipótese, candidato a presidente regional com o candidato a primeiro-ministro. Possível mas, aqui também, sem qualquer relevância. Candidatos não resolvem nada em relação ao país, às regiões autónomas ou, mesmo, em relação a qualquer instituição pública, por mais insignificante que ela seja. Candidatos não têm qualquer poder executivo ou legislativo enquanto investidos dessa condição. São meros aspirantes a qualquer coisa.

Terceira hipótese, o líder informal do partido socialista regional e o secretário-geral do partido socialista nacional. Impossível, o Dr. Paulo Cafofo nem militante socialista é, aliás, uma clara demonstração da vergonha que sente em ser apoiado por partidos, tem de fazer o frete.

Quarta hipótese, o presidente da câmara do funchal e o primeiro-ministro, aliás, como foi anunciado na primeira hora, versão corrigida de forma quase imediata e confusa. Possível mas um tremendo desrespeito institucional. Como já foi escrito nestes dias, seria o mesmo que o presidente da junta de um qualquer município regional fosse tratar de assuntos da freguesia, de forma oficial, com o presidente do governo regional sem dar qualquer satisfação ao presidente do respectivo município."

A ter acontecido ou não, para o deputado, "tratou-se de um golpe baixo, de uma manobra imbecil para tentar enganar as pessoas".

"De um lado temos um presidente de câmara que tem mandato apenas para ser isso. Gerir os destinos do seu município, apenas mais um dos 11 que constituem a Região Autónoma da Madeira e cuja tutela é do Governo Regional da Madeira. Não tem qualquer mandato popular para ir mais longe. A isso chama-se demagogia e usurpação de funções. Não se trata de voluntarismo, é apenas desrespeito e provincianismo. Para além de ninguém lhe ter pedido isso, não tem competência, institucional e mesmo pessoal, o que para o efeito não tem relevância, para desempenhar essa função e mostra-nos, a todos, que é capaz de tudo para se promover.

Do outro lado, temos um primeiro-ministro que embarca em qualquer historieta e encenação para atingir os seus objectivos. Cego pela sua ganância desmedida, dá cobertura a estes logros de sacristia, a estas armadilhas infantis, julgando conseguir retirar proveitos políticos para o seu partido e para os seus servos regionais."

Um primeiro-ministro que "não tem qualquer prurido em manchar as suas obrigações formais, em ofender o povo madeirense, desrespeitando as suas instituições democráticas de forma ostensiva e provocatória, numa tentativa desesperada de conquistar o poder na Região Autónoma da Madeira."

Ou seja, "dois protagonistas gananciosos, sôfregos e sem princípios", para quem "tudo vale, todos os meios justificam os fins".

Mas acima de tudo, Carlos Rodrigues considera que "esta comédia trágica redundou numa mentira grosseira", na medida em que nada foi conseguido. 

"Mentiu e colaborou na mentira já planeada pelo governo da República. Mente quando diz que a inclusão do novo hospital no Programa de Estabilidade e Crescimento se deve à sua pressão e acção. Mentira clamorosa, o PEC foi aprovado, em conselho de ministros, dia 12 de Abril e a aludida reunião, a ter acontecido, foi no dia 13 do mesmo mês. Colabora com a mentira uma vez que o que se encontra inscrito nesse documento não constitui evolução alguma. Nada de novo aconteceu. Ao contrário de outras unidades hospitalares que apresentam passos concretos, a referência ao hospital da madeira é exactamente igual ao disposto no orçamento de estado com a menção de ainda estar em análise."

Ou seja, "para além de estar, ainda, no campo das hipóteses e das intenções, acresce o facto de ser uma intenção em análise. Por outras palavras, zero."

Para concluir, continua o deputado, "temos um candidato a presidente do governo que mente, que deliberadamente tenta enganar os madeirenses, que colabora com quem, desde 2015, teima em bloquear todos os dossiers relativos à nossa região. Em suma, temos um candidato a presidente do governo regional que, todos os dias, mostra a sua verdadeira natureza. Não respeita a Assembleia Legislativa da Madeira, não respeita os orgãos de governo próprio, ataca e mina o relacionamento institucional da Madeira com a República, insulta o princípio da boa convivência institucional, não hesita em colaborar com os bloqueios propositados da república e, acima de tudo, não hesita no momento de mentir e enganar os seus conterrâneos."