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O deputado Bernardo Caldeira denunciou hoje que, "pelo segundo ano consecutivo, o Porto Santo é castigado pelo Governo da República Socialista, apoiado por comunistas e bloquistas", pois "mais uma vez, não é possível marcar viagens inter-ilhas a partir do dia 4 de junho". "Qualquer passageiro que queira marcar uma viagem de ou para o Porto Santo a partir do dia 5 de Junho, simplesmente não consegue fazê-lo, afirmou o deputado, lembrando que "o Governo da República, mais uma vez, não tem qualquer urgência na resolução desta situação".

Bernardo Caldeira recordou que, no ano passado, mais concretamente no dia 8 de Fevereiro, também numa intervenção na Assembleia Legislativa da Madeira, criticou o Governo da República pelo atraso do lançamento do concurso da linha aérea entre o Porto Santo e a Madeira. "Após diversas promessas goradas de que o Concurso estava prestes a ser lançado, eis que a 8 de Maio de 2017, o Governo da República que estava prestes a lançar o concurso, afinal, por total incapacidade e desleixo, decide prorrogar a atual concessão da linha por mais um ano à empresa que estava a operar, ignorando por completo as necessidades de quem vive no Porto Santo, e cujas reivindicações foram, repetidamente, vincadas", referiu.

O deputado salientou que o PSD apresentou, na altura, um Voto de protesto em que contestava os atrasos verificados no concurso da linha aérea Porto Santo - Madeira - Porto Santo e as suas consequências para a população e para a economia local. "Desde então, importa questionar, o que se alterou? Foi, finalmente, lançado o concurso, tendo concorrido três empresas, a "Lease Fly Aviation Services", a "Binter Canárias" e a "Aero Vip". O concurso terminou a 16 de Fevereiro, há exactamente 54 dias, ou seja, passaram dois meses e... NADA. O silêncio é ensurdecedor."

Mas, para o deputado, a culpa não pode ser atribuída apenas a Lisboa. "É verdade! Sabemos que existe uma filial da geringonça na Madeira. O que é estranho é o silêncio destes senhores e a forma cómoda como se sentem e lidam com toda esta situação. Por muito que tentem disfarçar ou esquivar-se, o agachamento a Lisboa é demasiado evidente. Venderam-se ao Terreiro do Paço."

E isso, garante, ficou bem evidente nas Jornadas realizadas pelo PS recebtemente no Porto Santo, em que não houve qualquer conclusão, proposta ou reivindicação.

Bernardo Caldeira falou também dos problemas e os graves transtornos de que todos os madeirenses e porto-santenses, sofrem nas questões da mobilidade aérea, nas ligações ao território português continental, com a "total responsabilidade e cumplicidade do Governo da República nesta matéria".

"Mas infelizmente os problemas não ficam por aqui", adiantou. "Não sei se alguma mente iluminada, quem sabe se do novo Conselho de Administração, aquele em que os membros ganham 60.000€ por ano e nada sabem... A verdade é que decidiram alterar os horários dos voos diretos entre o Porto Santo e Lisboa, como que a convidar ao fracasso desta rota."

O deputado recorda que, no território português continental também existem estudantes porto-santenses. Não só em Lisboa, mas em quase todas as cidades do País. "Ora com voos às 08h35 e às 09h20 a partir de Lisboa para o Porto Santo, obriga a uma logística, para quem não vive na Capital, que obriga a pernoitar, penalizando e agravando financeiramente as deslocações, quer para os estudantes deslocados, quer para residentes que viajam para território nacional ou estrangeiro, quer mesmo para os turistas que procuram o Porto Santo para férias ou 'Short Breaks'."

Deixa por isso a questão: "Foi para isto que o Partido Socialista, o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista recompraram a TAP? Ou as dezenas de milhões de euros investidos na recompra da companhia aérea foram apenas para arranjar uns lugares no Conselho de Administração, a ganhar 60.000€ por ano, para nada saber e muito menos fazer?"

Vídeo da intervenção