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O deputado Eduardo Jesus afirmou hoje, numa intervenção antes do período da ordem do dia na Assembleia Legislativa da Madeira, que "a vulgarização das promessas como forma de convencer o eleitorado fez evoluir o desejo da conquista do poder, centrando o discurso nas pessoas".

"Nada mais tendencioso, sabendo-se que a política tem como missão, precisamente, servir as pessoas", adiantou.

O deputado sublinha que "as pessoas são a razão da existência da sociedade e de uma organização que corresponda às exigências e satisfaça as necessidades", pelo que "ssumir as pessoas como forma alternativa ao mero argumento para satisfazer motivações individuais, distantes do interesse coletivo ou particulares na intenção, não dignifica a política, arrasa a sua utilidade e banaliza os seus intervenientes".

"Mas o que é então, governar para as pessoas", questiona Eduardo Jesus e deixa algumas respostas possíveis:

- Será manipular a comunicação?

- Será repetir ideias sem nunca as concretizar?

- Será assumir compromissos sempre adiados?

- Será subestimar as necessidades à humilhação de uma esmola?

- Será branquear a ineficiência ou a ineficácia dos serviços públicos?

- Será viver em representação de números tão diversos como o ambiente onde se atua?

- Será substituir a competência pela aparente simpatia?

- Será desrespeitar as instituições democráticas, ignorando-as e desejando-as ao mesmo tempo?

- Será ofender os representantes do povo, no exercício das suas funções?

- Será trair a confiança dos eleitores, utilizando-os como trampolim para o desejo incontrolado de poder?

ou

- Será ficar, aparentemente, preocupado com a saúde e indiferente à morte?

Para Eduardo Jesus, "a política e a utilidade desta para as pessoas é tudo menos qualquer uma destas condenáveis atitudes que infelizmente passaram a fazer parte do nosso quotidiano e cuja dimensão quase nos esgota de capacidade crítica". E acrescenta: "Governar para as pessoas, e resolver os seus problemas, é gerar expetativas que se concretizem a bem da sociedade, é gerir o coletivo pensando em todos e respondendo a cada um".

E uma vez mais recorre deixa um conjunto de questões:

- aumentar o rendimento das famílias, através da recuperação do subsídio de insularidade, não é governar para as pessoas?

- diminuir a carga fiscal das famílias, não é governar para as pessoas?

- atribuir um subsídio á deslocação inter-ilhas que reduziu significativamente o custo de uma viagem de ida e volta ao PXO, não é governar para as pessoas?

- reduzir o custo do transporte das viaturas dos residentes no Porto Santo, não é governar para as pessoas?

- reduzir para metade o custo de transporte dos veículos elétricos de e para o PXO e isentar o transporte de bicicletas, não é governar para as pessoas?

- eliminar a exigência de cartão de residente para benefício dos porto-santenses nas viagens para a Madeira, não é governar para as pessoas?

- atribuir um subsídio de mobilidade que entrega às famílias cerca de 25 milhões de euros por ano, não governar para as pessoas?

- diminuir a carga fiscal às empresas PMEs e Micro, permitindo outro desafogo financeiro, não é governar para as pessoas?

e

- combater a precariedade, atendendo às situações que perduram no tempo;

- proceder à reposição salarial imposta pelo PAEF;

- proceder ao descongelamento gradual das carreiras;

- intervir para que sejam garantidos aumentos salariais aos trabalhadores;

- reduzir o valor do passe para o transporte dos estudantes universitários, não é governar para as pessoas?

- diminuir a dívida da Região, aliviando o futuro das famílias, não será governar para as pessoas?

e

- dinamizar a economia com investimento público, atraindo investimento externo e criando condições de maior competitividade da Região;

- apoiar as empresas, dirigindo-lhes um quadro de sistemas que envolvem o investimento, o financiamento e o funcionamento;

- investir na melhoria das condições do ensino;

- promover a modernização dos serviços público, facilitando a vida às famílias;

- adequar os apoios às necessidades dos desempregados;

- reforçar os apoios sociais atendendo às necessidades específicas de cada universo em apreço;

e

- investir nos bairros sociais, modernizando-os e criando melhores condições de habitabilidade;

não será, também, governar para as pessoas?

e

- promover mais emprego e mais oportunidades de trabalho;

- desenvolver ações de combate à pobreza;

- apoiar as pessoas vítimas dos incêndios;

- reforçar o investimento na cultura – entendida como a alma de um povo;

- apoiar e subsidiar a produção agrícola;

- acompanhar e ajudar os nossos irmãos madeirenses e porto-santenses no regresso dos países de emigração;

- reivindicar melhores condições para a população da Região, junto do governo da República;

Tudo isto não é governar para as pessoas?

O deputado refere que muitas outras evidências poderiam ser referidas, "aprofundando a diferença entre quem muito fala, promete e deseja, e aqueles que comunicam, aparentemente, menos porque a ocupação de fazer, concretizar e realizar não permite mais".

Eduardo Jesus afirma que "a diferença na afirmação do contributo às pessoas é notória, quem concretiza segue um caminho mais longo, mais sério, mais digno". Já "quem vive da promessa, elege a ilusão como balsamo e faz das pessoas aquilo que elas não são e faz da política aquilo que ela não é".

Para o deputado "os resultados podem ser saborosamente diferentes, mas os imediatos serão traídos pelo tempo que se encarregará de clarificar as intenções de quem se serve das pessoas, como se serve da política para aquilo que não dignifica a existência humana".

"Na política, como na vida, não vale tudo", sublinhou, reforçando que "os bons exemplos são para se seguir e os maus para não repetir".