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O deputado Sérgio Marques afirmou hoje ser "inquestionável a necessidade de um consenso, entre as forças políticas, sobre questões essenciais para a nossa autonomia", defendendo que, para a existência de coesão e de unidade, a melhor resposta continua a ser "mais e melhor autonomia política".

O deputado começou por falar dos territórios onde existe uma forte corrente pró-independência, os quais são normalmente comunidades prósperas e com um nível de riqueza muito significativo, não querendo partilhar os seus recursos com o resto do país onde estão integrados. São exemplo disso, para além da Catalunha, os casos conhecidos da Escócia, do País Basco, da Flandres e da Padania.

"A Catalunha, enquanto segunda ou terceira comunidade mais rica de Espanha, quer evitar uma transferência de cerca de 6 milhões de euros das suas receitas para o Orçamento do Estado Espanhol, receitas que são fundamentais para ajudar as regiões espanholas mais carenciadas, situação que não se coloca no País Basco, em que este, apesar de ser o território mais rico de Espanha, conserva para si a totalidade das suas receitas próprias. Provavelmente a razão para a acalmia do movimento pró-independência no País Basco."

Nesta lógica coloca o seguinte cenário: "Imaginemos que a Madeira era uma comunidade autónoma espanhola e que a Catalunha tornava-se independente. Consequência imediata: o Estado Central teria menos condições e meios para ser solidário para com a Madeira  porque a Catalunha deixava de ser seu constribuinte líquido".

É assim, segundo o deputado, "cada vez mais perceptível a crise do valor da solidariedade". Solidariedades entre regiões e solidariedade entre os países da União Europeia.

Neste contexto, salienta, "A Madeira tem de saber muito bem qual o caminho a trilhar e como posicionar-se no contexto nacional e europeu. Mais e melhor autonomia política no plano nacional e reforço e aprofundamento do estatuto da ultraperiferia no plano europeu, continuam a ser as nossas melhores respostas". Daí, continua, a "importância da revisão do nosso Estatuto Político-Administrativo".

"O nosso estatuto autonómico e o nosso estatuto ultraperiférico são a garantia do nosso direito à diferença no contexto da nossa integração na comunidade nacional e na comunidade europeia", afirmou, salientando que "aprofundar e reforçar este direito à diferença tem de ser o nosso objetivo estratégico".