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O deputado Marco Gonçalves defendeu hoje a necessidade de se "falar a uma só vóz por parte dos diferentes partidos políticos na Região Autónoma da Madeira, no que concerne a temáticas estruturantes na vida dos madeirenses e porto-santenses".

Numa intervenção realizada no período antes da ordem do dia, na Assembleia Legislativa da Madeira, o deputado social-democrata afirmou que o Estado "não deve assumir um tratamento diferenciado perante as regiões autónomas, tratamento que, não raras vezes, fica dependente da cor partidária dos governos nacionais". "Não aceitamos discriminações nem dualidade de critérios", salientou, adiantando que "questões de continuidade territorial não podem ficar à mercê de interesses partidários do momento", sobretudo aqueles "que estão plasmados na Constituição Portuguesa e que a República tem a obrigação de os fazer cumprir". Questões essas que "o PSD Madeira jaimais abdicará de identificar e reivindicar".

"Não compreendemos que deputados eleitos pelos madeirenses e porto-santenses, quer para a ALRAM, quer para a AR, não o façam, que optem, antes, por uma defesa incondiconal dos interesses, pasme-se, do Estado em detrimento do interesse regional."

Marco Gonçalves salienta que "não existe interesse partidário que se sobreponha ao interesse dos madeirenses", por exemplo, no que se refere ao subsídio de mobilidade, à linha marítima de passageiros e de mercadorias ou à carga aérea. Lembra que, no que toca a esta última questão, o Estado atribuíu aos Açores 9 milhões de euros e à Madeira "um redondo zero".

Lembra também que o Estado ainda não permitiu à Madeira a redução dos juros do seu empréstimo, nem tem saldado as dívidas dos subsistemas de saúde, para não falar dos mais de 10 milhões anuais que a Região perde no que se refere à receita líquida dos jogos sociais.

E, por fim, a questão do novo hospital, que "está refém do interesse partidário do Partido Socialista". Não será este "um projeto de interesse nacional", questiona.

"Se não houver sentido da responsabilidade e se não se entender que o interesse regional tem de se sobrepor a tudo mais, dando ênfase às questões autonómicas, existirão matérias que jamais serão resolvidas"