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De vez em quando, Emanuel Câmara lembra-se que é presidente de um partido e, por falta do que dizer, porque o protagonismo socialista está atribuído a outra figura, atira para o ar o primeiro disparate que lhe vem à mente.

Só assim se explicam as mais recentes declarações, que, a juntar às do candidato emprestado ao seu partido, são reveladoras da demência de que sofre o PS e os seus representantes.

Delírios à parte, e porque também se assiste a uma estratégia de falar na Madeira sobre aquilo que não se tem coragem defender em Lisboa, designadamente em matéria de continuidade territorial, o PSD/Madeira vem lembrar o seguinte:

1. O Governo Regional colocou, desde o início do seu mandato, em 2015, as ligações com o restante território nacional no centro das suas prioridades, o que inclui o transporte marítimo de passageiros.

2. Apesar de se tratar de uma questão enquadrada na continuidade territorial, logo da responsabilidade do Estado, o Executivo madeirense tudo fez para que o ‘ferry’ fosse uma realidade, o que veio a acontecer, mesmo após a recusa do Governo da República em financiar a operação.

3. Basta recordar as declarações da ministra do Mar, em março de 2017, numa audição na Assembleia da República, em que justificava essa recusa, afirmando que a “continuidade territorial está assegurada pelo transporte aéreo”.

4. A mesma ministra que organizou uma receção ao ‘ferry’ em Portimão, onde já felicitava e reconhecia a necessidade desta ligação e a pertinência de a mesma ser realizada ao longo de todo o ano, como, de resto, tem sido defendido pelo PSD e pelo Governo Regional, mas cuja concretização só poderá ser conseguida com a ajuda do Estado.

5. De igual modo, tem sido também manifestada a possibilidade de essa ligação fazer-se com Lisboa, o que não é atualmente possível por questões de logística do porto da capital, mas que são de fácil resolução se houver essa vontade por parte do Governo da República.

6. O PSD/Madeira recorda ainda que o subsídio de mobilidade abrange também o transporte marítimo. No entanto, aguarda uma simples portaria que o atual Governo da República não fez, mesmo durante estes meses de operação do ‘ferry´, apesar de ter prometido que o faria no momento em que esta existisse.

7. No que se refere às ligações aéreas, tem havido da parte do Governo Regional todo o empenho para a vinda de uma terceira companhia, como tem sido público. Porém, essa pretensão não se realiza com meras palavras de circunstância, mas com negociações e trabalho no terreno. E é isso que tem sido feito.

8. No que se refere às alterações ao subsídio de mobilidade, é bom recordar que elas não são já uma realidade porque o PS tudo tem feito para evitar a sua efetivação, incluindo votar contra, em Lisboa, uma iniciativa que votou favoravelmente na Madeira.

Posto isto, se há quem deva temer as eleições de 2019, não será certamente o PSD que não se limitou a fazer promessas e contra-informação. A prova disso é a concretização das medidas com que se comprometeu com a população. O mesmo não se pode dizer do PS/M, nem do seu candidato, que na primeira oportunidade virou as costas a quem lhe deu o voto.

Mais do que proferir delírios e do que vir anunciar a descoberta da pólvora, talvez o PS/M devesse exigir a quem de direito decisões concretas para que se resolva de uma vez por todas o problema da mobilidade, mas também de tantas outras questões, que continuam a ser proteladas pelo Governo da República.

Funchal, 30 de setembro de 2018
O PSD/Madeira