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Os vereadores eleitos pelo PSD na câmara municipal de Santa Cruz lamentam a postura “arrogante e antidemocrática” do presidente da autarquia, Filipe Sousa, que se recusa a fornecer diversos documentos solicitados.

Os autarcas consideram que o edil “ultrapassou todos os limites” na reunião de Câmara de ontem, quando a um pedido de cedência de documentos respondeu: "vou esperar pela notificação da CADA".

Recorde-se que os vereadores eleitos pelo PSD pediram a intervenção da CADA para que a câmara lhes disponibilizasse os documentos pedidos há algum tempo, mas que nunca foram facultados, o que afirmam ser um “claro sinal de que a democracia e a transparência tão apregoadas pelo JPP afinal não são por eles aplicadas”.

“Esta é uma atitude lamentável na medida em que os vereadores eleitos pelo PSD têm sempre pautado a sua atuação pela defesa intransigente dos interesses da população do concelho, votando a favor de todas as propostas que contribuam para o desenvolvimento do município e para o bem-estar da sua população, como pode ser constado pelas deliberações da reunião de ontem, que mereceram o voto favorável dos eleitos pelo PSD”, referem os autarcas.

“Pelos vistos a aproximação do período eleitoral está a perturbar os elementos do JPP, que, a cada dia que passa, fazem cada vez mais aquilo que antes tanto criticavam”, acrescentam.

Nesta reunião foram levantadas também outras questões. Os autarcas do PSD quiseram saber a posição que o JPP pretende tomar perante a inconstitucionalidade da taxa de proteção civil, tendo em conta a tomada de posição do Tribunal constitucional, relativamente à Câmara da Maia.

O PSD deixou ainda a sugestão para que fossem plantadas árvores nas pias existentes na promenade dos Reis Magos, já que as palmeiras que ali existiam foram cortadas, segundo os autarcas, “por incúria e falta de tratamento, já que o mesmo continua a ser efetuado em frente ao Hotel Riu e as palmeiras ainda se mantêm de pé”.

Outra questão levantada diz respeito às obras de repavimentação de estradas como a Estrada da Ponta da Oliveira, a João Gonçalves Zarco e a Estrada José Avelino Pinto. Os vereadores afirmam que as obras foram feitas à pressa, “mas esqueceram-se propositadamente de colocar uma nova rede de água, que se encontra completamente obsoleta e com perdas de água superiores a 80%, conforme se verifica, pelos relatórios mensais de atividade, fornecidos pela autarquia”. Foi também descurado, segundo os autarcas, o aumento de capacidade da rede de água, desde a Cruz à Assomada. “Não são obras visíveis, logo para esta vereação não são importantes”, remetam.