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O deputado eleito pelo PSD-Madeira à Assembleia da República Paulo Neves acusou, hoje, o governo da República de ter uma “estratégia de boicote e de cerco à Madeira”.

Paulo Neves deu como exemplos a “recusa em obrigar a TAP a ser eficiente com a Madeira e a não praticar preços abusivos”, mas também a recusa do governo da República em apoiar a mobilidade aérea de mercadorias e a marítima de passageiros e mercadorias.

Paulo Neves falava durante o debate da Proposta de Lei, enviada pela Assembleia Legislativa da Madeira à Assembleia da República, sobre o subsídio de mobilidade.

O deputado madeirense afirmou que, “com o aproximar das eleições regionais, o cerco do governo da República aperta-se” e é manifestado numa estratégia que passa por “o que promete não cumpre e o que a Lei obriga a cumprir também não cumpre, obrigando o governo Regional a assumir sozinho encargos e responsabilidades que deveriam ser da República”.

Paulo Neves sublinhou que “o governo da República manifesta uma política de punição contra todos os madeirenses porque a maioria votou livremente por um governo do PSD”.

“O governo do PS na República não perdoa”, acrescentou o deputado, adiantando que “aquilo que se passa neste momento em relação à Madeira, no que se refere à ineficiência da mobilidade, é muito grave porque põe em causa um dos princípios mais nobres da República que é a unidade territorial de todo o Portugal”.

Paulo Neves anunciou que o PSD votará a favor da Proposta de Lei, vinda da Assembleia Legislativa da Madeira, e elogiou a unanimidade da Proposta acrescentando que “acompanhar na Assembleia da República o sentido de voto expresso pelos nossos colegas no Parlamento da Madeira é respeitar os eleitos pelo Povo da Madeira”.

 

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