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A deputada à Assembleia da República Sara Madruga da Costa questionou esta manhã o Governo da República sobre o encerramento do balcão dos CTT do Arco da Calheta que tanto descontentamento e indignação tem gerado junto da população.

Sara Madruga da Costa chama a atenção para as especificidades da freguesia do Arco da Calheta e do concelho com maior área e dispersão geográfica da Região Autónoma da Madeira e reclama por “um recuo na decisão de encerramento do balcão dos CTT do Arco da Calheta” e no limite por “uma solução alternativa” que não prejudique a população daquela freguesia, em especial a mais idosa”.

“Não é admissível que, em pleno século XXI, os idosos da freguesia fiquem impossibilitados de fazer o uso normal e permanente dos serviços dos CTT, em especial o levantamento das suas reformas” referiu a deputada social-democrata.

Para a deputada, “esta decisão não tem em conta as pessoas, a população do Arco da Calheta e os seus idosos e os trabalhadores dos CTT, mas critérios meramente economicistas”.

Sara Madruga da Costa estranha ainda que os responsáveis da Câmara Municipal e da junta de freguesia não tenham sido ouvidos na tomada desta decisão que prejudica a população, o que indicia uma insensibilidade gritante às questões das pessoas e uma falta de vontade de obter outras soluções menos lesivas da população que assim ficará sem alternativa sobretudo os idosos para levantarem as suas reformas.

A deputada social-democrata questiona ainda o Governo da República sobre as razões da restruturação que levaram à decisão de encerramento do balcão do Arco da Calheta, referindo que a se confirmar que a razão da restruturação prende-se com a necessidade de reduzir custos para fazer face à remuneração dos accionistas dos CTT – Correios de Portugal, deveria ter sido escolhido outro caminho não lesivo da população e dos seus trabalhadores.

A pergunta que também foi subscrita por Rubina Berardo e Paulo Neves, foi endereçada ao Ministro do Planeamento e das infraestruturas por ser a entidade que tem a tutela sectorial das telecomunicações.

A deputada à Assembleia da República contestou também a decisão dos CTT de encerrar o balcão dos CTT de Santo António e descontinuar parte do serviço para um supermercado e o reembolso das passagens para a freguesia vizinha de São Roque e para o centro do Funchal (Av. Calouste Gulbenkian) defendendo a reavaliação urgente da decisão.

Numa pergunta regimental enviada ao Governo da República, a deputada refere o descontentamento da população e a contradição na argumentação dos CTT que alega ajustamentos da oferta de serviços postais face à procura por parte dos clientes numa das maiores freguesias do país com vinte e oito mil habitantes.

A justificação dos CTT para o encerramento do balcão dos CTT de Santo António “é contraditória e implausível”, refere Sara Madruga da Costa, salientando que “encerrar o balcão de uma das maiores freguesias do país para alegados ajustamentos da oferta e da procura é incompreensível”.

“Por outro lado, há uma clara diminuição da qualidade do serviço prestado à população da freguesia quando se obrigada a que os fregueses tenham de se deslocar a outra freguesia ou ao centro do Funchal para efectuarem um mero reembolso do subsídio social de mobilidade” disse a deputada.

“Não quero acreditar que esta frente de esquerda que governa actualmente o país seja insensível aos problemas das pessoas e das populações afectadas pelo encerramento dos balcões dos CTT ou ao eventual despedimento dos trabalhadores dos CTT – Correios de Portugal”, referiu Sara Madruga da Costa.