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Notícias
  Segunda, 14 Janeiro 2019

A reunião do Grupo Parlamentar do PSD com a deputada Bebiana Lucas, da oposição venezuelana, agendada para hoje, foi cancelada, a pedido da mesma e pelo facto de terem sido suspensas todas as atividades do seu partido.

Ainda assim, o Grupo Parlamentar prestou declarações aos jornalistas para explicar as razões e os contornos desta situação, tendo o deputado Adolfo Brazão referido que o cancelamento das atividades do Partido Primeiro Justiça, do qual faz parte Bebiana Lucas está relacionada com a conta a detenção, ontem, do Presidente da Assembleia Nacional, apesar de ter sido libertado mais tarde, e da falta de condições para o funcionamento normal daquele Parlamento, onde a coligação da oposição (MUD) detém a maioria.

“Há de facto um inadmissível desrespeito por esse órgão que é o único órgão democrático naquele país”, afirmou Adolfo Brazão, salientando que os deputados da maioria, opositores de Nicolás Maduro, “estão a viver um clima de terror”, sendo “compreensível que neste momento não queiram ter qualquer tipo de atividade política, mesmo estando no estrangeiro”.
Adolfo Brazão salienta que o PSD “acompanha com muita atenção o que se está a passar na Venezuela, sobretudo no que diz respeito à comunidade portuguesa e especificamente madeirense”, manifestando a sua solidariedade com todo o povo venezuelano e disponibilidade em se reunir com todos aqueles que lutem pela Democracia. A este propósito, o deputado anunciou que será realizada em breve uma reunião com portugueses que vieram da Venezuela e que tiveram uma luta política ativa enquanto lá estiveram e que “foram obrigados a regressar”.

Adiantou ainda que a liberdade e a democracia são os princípios pelos quais se rege o PSD, não podendo, por isso, que eles “não sejam respeitados em qualquer país do Mundo, mormente num país onde temos uma comunidade tão significativa”.

É também por esta razão que o Grupo Parlamentar já apresentou um Voto de Protesto pela degradação democrática do regime socialista da Venezuela, que se justifica pela “contestação” da maioria da comunidade internacional.

Adolfo Brazão considerou também que deve haver uma maior clarificação os partidos relativamente à sua posição sobre a Venezuela, em particular daqueles que felicitaram a tomada de posse de Maduro, que não “advém de umas eleições livre e democráticas”, como foi o caso do PCP.