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Notícias
  Sexta, 21 Setembro 2018

A Assembleia Municipal do Funchal, por proposta do PSD, aprovou esta sexta-feira um voto de protesto contra o abate das árvores-do-fogo na Rua do Bom Jesus. A iniciativa foi aprovada com os votos favoráveis do PSD, PTP, PCP e MPT. O CDS absteve-se e os deputados da coligação Confiança votaram contra.

O deputado municipal social-democrata Alexandre da Silva, foi a voz do protesto da bancada do PSD, que estendeu-se à maioria das bancadas. “Antes da mesma ser uma manifestação política, antes da mesma ser uma manifestação cívica, a mesma é, sobretudo… uma manifestação de consciência”, começou por dizer Alexandre Silva, pedindo a Assembleia o “mais veemente protesto”, pela forma como o atual executivo camarário levou a cabo o “maior atentado ambiental” de que o Município tem memória.

Considerando “irresponsável e incompetente” a forma como o executivo municipal lida com o “património arbóreo” da Cidade, Alexandre da Silva lembrou o presidente da Câmara que as árvores que estão a ser cortadas não são pertença de ninguém em particular, mas de todos.

“Património [arbóreo] esse que, não é do sr. Presidente, não é meu, nem é desta Assembleia. É das gerações que nos antecederam. É da nossa geração e da geração seguinte”, sublinhou, referindo-se às 18 árvores-de-fogo que foram cortadas no decurso das obras de repavimentação da Rua do Bom Jesus. “Tal decisão foi aplicada sem qualquer estudo prévio alternativo, técnico, biomecânico ou urbanístico, que salvaguardasse aquele património”, notou, lembrando a importância “fundamental” das árvores nos meios urbanos.

A Câmara, continuou Alexandre Silva, demonstrou ser incapaz de realizar uma obra de substituição de saneamento e de rede de esgoto, semelhante a milhares já realizadas na história do Funchal, sem destruir a totalidade das árvores de uma artéria.

Um atentado ambiental que ainda não terminou. Pois, observou o deputado do PSD, apesar da Autarquia dizer que o projeto de requalificação prevê a plantação de 18 novas árvores, a obra não salvaguardou espaço para a reposição das árvores destruídas.

“A responsabilidade da mão de comando que empunhou o machado, que pulverizou aquela rua, qual Bomba de Hiroshima, é de V. Exa. sr. Presidente… e de mais ninguém”, terminou, falando diretamente para o presidente da CMF.