• 1bannerSitePSDM19jun2018.jpg
  • 35227974_10216705850468501_2142540222246682624_n.jpg
  • bannerSitePSDM23mar2018rui.jpg
  • topofaceCompromissoMadeira2018
Notícias
  Segunda, 9 Julho 2018

Miguel Albuquerque entende que os empresários da Madeira devem tomar uma posição de força em relação à TAP que está a prejudicar “seriamente” a economia da Região, devido aos constantes cancelamentos dos voos, aos atrasos frequentes e aos preços exorbitantes que cobra.

“Acho fundamental, neste momento, as associações empresariais da Madeira tomarem uma posição muito forte nesta matéria”, disse hoje o Presidente do Governo Regional.

Sublinhando que este é um problema que diz respeito a toda a economia regional e a toda a população, Miguel Albuquerque lembrou que desde janeiro já foram cancelados 72 voos que afetaram 11 mil passageiros [residentes e turistas].

“Isto são danos irreversíveis para a nossa economia e ontem mais uma vez assistimos ao atropelo aos mais elementares direitos dos passageiros, com o cancelamento de mais dois voos. Temos esta atitude de ter uma companhia que está a tentar destruir a nossa economia. Temos denunciar e combater essas situações porque isto é inadmissível num País como o nosso.”

Enquanto isso o Governo da República e o Ministro do Planeamento “não estão a fazer nada”, e “dizem que está tudo bem”, referiu o chefe do executivo madeirense, garantindo que irá denunciar e combater esta situação “inadmissível”.

“Se houve a reversão na TAP para os contribuintes terem a maioria do capital aquilo que temos que exigir ao Governo [Central] é que intervenha na TAP para acautelar as ligações para as regiões autónomas como é o caso da Madeira.”

Miguel Albuquerque disse também ser inadmissível que a TAP continue a abrir rotas para destinos europeus com preços a 70 e 80 Euros, enquanto na Região os valores chegam aos 700 Euros, para depois incidir os cancelamentos dos voos sobre a Madeira, porque é mais barato cancelar um voo para a RAM do que cancelar para qualquer outra cidade europeia.

O chefe do executivo madeirense acusou ainda a TAP de ganhar dinheiro à custa dos madeirenses e de utilizar o subsídio de mobilidade para se auto financiar. Neste sentido exige “uma inadiável intervenção do Governo da República”, acionista maioritária da TAP, não bastando apenas um pedido de desculpas do Ministro do Planeamento, quando aquilo que está em causa é a economia regional.

As declarações foram feitas durante a cerimónia de entrega de pagamentos do IDE, no âmbito de projetos apoiados através do Sistema de Incentivos, que decorreu no Cetro de Estudos de História do Atlântico.