• 1bannerSitePSDM19jun2018.jpg
  • 35227974_10216705850468501_2142540222246682624_n.jpg
  • bannerSitePSDM23mar2018rui.jpg
  • topofaceCompromissoMadeira2018
Notícias
  Terça, 3 Julho 2018

A Câmara Municipal do Funchal vai impedir a entrada de veículos com matrícula anterior ao ano de 2001 na baixa do Funchal, através do Plano de Ação para a Mobilidade Urbana Sustentável (PAMUS).

Isto mesmo foi apontado pelo deputado municipal do PSD após a Reunião de Assembleia de Câmara. “Este plano tem várias questões com as quais não concordamos. Em primeiro lugar, vai criar um tampão da quota 40 para as zonas mais baixas da Cidade, que irá impedir a entrada de veículos de matrícula anterior ao ano de 2001”, disse Alexandre Carvalho da Silva, alertando que as pessoas que não tenham recursos financeiros para adquirir automóveis mais recentes não poderão circular no centro.

Em relação ao estacionamento, o deputado social-democrata referiu que a política do executivo da CMF vai no sentido inverso da recomendação do PSD, que visa isentar os estacionamentos aos fins-de-semana de forma a incentivar o comércio e a economia do centro da Cidade.

O PAMUS implica “aumentar significativamente” os estacionamentos de superfície no Funchal que atualmente é de 1,64 euros à hora e imaginemos que poderá passar para os 3 euros. Ou seja, o preço do estacionamento vai aumentar e o número de estacionamentos vai diminuir, com as pessoas a terem que estacionar na periferia ou em centros comerciais, explicou Alexandre Carvalho da Silva, sublinhando que esta “não é uma Cidade inclusiva” que se pretende, pois “não permite que pessoas com menos recursos acedam ao centro da Cidade.”

Dizendo que este Plano de Mobilidade da Autarquia funchalense é uma réplica daquilo que é aplicado em Lisboa, o deputado do PSD sublinha que o PAMUS está completamente desadequado à realidade do Funchal e à orografia do Concelho

“Com este Plano a Câmara Municipal do Funchal está a afugentar as pessoas do centro da Cidade. A política de mobilidade desta Câmara para a Cidade é apenas para ricos, jovens e saudáveis”, concluiu, justificando, assim, a abstenção do grupo municipal do PSD em relação a esta matéria que foi aprovada hoje em Assembleia Municipal.