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Notícias
  Domingo, 10 Junho 2018

A deputada à Assembleia da República Sara Madruga da Costa manifestou, hoje, o seu profundo repúdio e indignação perante a intenção de encerramento parcial das estações dos CTT em São Vicente e no Porto Moniz.

Numa iniciativa realizada junto aos CTTde São Vicente, na qual esteve também presente o presidente da câmara municipal, José António Garcês, Sara Madruga da Costa sublinhou que esta questão tem motivado diversos alertas dos deputados social-democratas da Madeira. "Há dois meses denunciámos na Assembleia da República a intenção de encerramento parcial das estações dos CTT de São Vicente e do Porto Moniz e exigimos ao governo da República que impedisse esse encerramento", disse, acrescentando que, até à data o governo da República nada fez, não respondeu e mantém-se em silêncio”.

A deputada madeirense estanha também o silêncio de Emanuel Câmara, presidente da câmara municipal do Porto Moniz, e de Paulo Cafofo, presidente da câmara municipal do Funchal, perante o encerramento do balcão do Porto Moniz, de Santo António e aos sábados da Avenida Zarco.

“Não ouvimos até à data, uma única palavra de Emanuel Câmara e Paulo Cafofo em defesa das pessoas e das populações afetadas pelos encerramentos dos CTT”, afirmou, referindo ser "altura de passarem das palavras aos atos e defenderem efetivamente as pessoas nos seus concelhos". É fácil ser forte com fracos quando se é fraco com fortes” acusou a deputada social-democrata.

Para Sara Madruga da Costa “esta é mais uma má decisão dos CTT que prejudica a população destes dois concelhos da costa Norte, em especial os mais idosos e constitui um mau prenúncio".

Basta recordar o que aconteceu com as estações da Ponta Delgada, Porto da Cruz e do Canical que começaram por funcionar a 1/2 e tempo depois acabaram por ser encerradas definitivamente. "Não aceitamos que se ponha em causa o funcionamento das únicas estações concelhias dos CTT existentes nestes dois municípios e somos contra esta decisão”, assegurou.

Por seu lado, o presidente da Câmara Municipal de São Vicente considera "injusta" esta decisão, lembrando que a população deste concelho é idosa, sendo habituada a usar frequentemente os CTT tanto para levantar reformas como para fazer pagamentos. 

Mesmo que a abertura se faça apenas num período do dia, adivinha um grande transtorno para a população, já que os transportes públicos também são têm uma grande frequência em toda a costa norte.

"Acho que está a faltar pela parte dos CTT aquilo que é verdadeiramente o serviço público", disse o autarca, reforçando que este tipo de instituições são feitas para servir a população.