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Notícias
  Sexta, 18 Maio 2018

O Governo Regional, através da Empresa de Eletricidade da Madeira (EEM), tem assumido projetos tecnológicos estratégicos e de vanguarda para ligar a Europa e o País à Madeira. São os casos da ligação do cabo submarino, o investimento hidroelétrico na Calheta e o ‘Smart Fossil Free Island’ no Porto Santo.

“São projetos de natureza política porque nós precisamos garantir a independência e a autonomia tecnológica na Madeira, e garantir aquilo que o Estado Português não assume relativamente à nossa Região, que são os princípios da coesão e da continuidade territorial”, disse Miguel Albuquerque.

Para o presidente do Governo Regional e líder do PSD/Madeira é “escandaloso”, “trágico” e lamentável”, que sejam os contribuintes da Madeira a assumir os custos da sua insularidade e a sua emancipação tecnológica. Até porque quando a República decidiu privatizar os cabos submarinos deixou de fora as Regiões e a própria dimensão estratégica do País “pendente de uma empresa privada”.

“Portugal, através dos arquipélagos, ganha uma dimensão geopolítica muito importante, porque tem uma das plataformas continentais maiores da União Europeia. São cerca de 3,7 milhões de Km2, mas depois são os próprios cidadãos portugueses residentes nas ilhas que têm de assumir os custos da sua própria insularidade.”

Neste sentido terá de ser o Governo a assumir a independência tecnológica da Madeira, uma função que cabe ao Estado. “Vamos assumir, em termos estratégicos a Empresa de Eletricidade da Madeira, através da subsidiária ENACOM”, disse, sublinhando que não se trata apenas de independência mas também de garantir o futuro através da Internet 5G, banda larga, e acima de tudo, ter preços atrativos e competitivos.

Por isso garantiu: “A Empresa de Eletricidade da Madeira jamais será privatizada enquanto eu for presidente do Governo Regional”, continuando: “Vamos assumir este investimento no sentido de garantir três objetivos essenciais: garantirmos a Madeira como um dos polos de atratividade tecnológica; garantir que na Madeira vamos ter preços competitivos; podermos através desta conexão (do cabo submarino) termos na Região um maior potencial para o investimento das empresas tecnológicas.”

Miguel Albuquerque falava ontem durante a assinatura do contrato do novo projeto de ligação em cabo submarino, uma conexão submarina de telecomunicações em fibra ótica, entre a Madeira e o Continente, que custará 13,6 milhões de Euros.