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Notícias
  Sexta, 9 Março 2018

Se no passado Rubina Leal achava que apenas o mérito e a competência eram suficientes para definir uma pessoa enquanto profissional na área da política, independentemente de ser homem ou mulher, sendo desnecessária a existência de quotas, hoje a sua opinião é bem diferente.

“A introdução das quotas em Portugal foi um grande passo. A oportunidade foi criada porque a lei o impôs e foi importante para que passasse a haver uma maior participação das mulheres na vida política.” O testemunho foi deixado ontem à noite pela social-democrata, no auditório da FNAC, durante a Tertúlia “Ser Mulher”.

Rubina Leal falou de igualdade. “O nascer mulher não pode ser uma condição para ser inferior, ser diferente ou ser menor. E isso ainda existe. Temos mulheres no mundo que não se podem vestir como querem, que não podem conduzir e enquanto existirem mulheres que sofrem, acho que devemos continuar a assinalar o Dia da Mulher”.

Recordou também o passado em Portugal. “É uma questão de olharmos para trás. Por vezes esquecemos que nós não podíamos votar, que nós não podíamos ir à escola”, por isso enalteceu as mulheres que ao longo dos anos lutaram pela causa feminina, sublinhando que “a liberdade foi a maior conquista das mulheres em Portugal.”

Ainda assim, notou que ainda persistem desigualdades. “Existem muitas mulheres nas universidades, existem mulheres em determinados serviços, mas não existem tantas mulheres na liderança em lugares públicos de decisão”, referiu, dizendo que a igualdade é algo que se conquista todos os dias “com muito esforço”.

Por isso concluiu: “Por mais que queiramos ser simpáticas, julgo que não podemos dizer que não há diferenças”, daí ser fundamental continuar a assinalar o Dia da Mulher, não por uma questão de feminismo mas por uma questão de igualdade.

A tertúlia contou com 20 mulheres de várias áreas e em profissões/cargos nos quais a presença feminina é pouco representativa e figuras que se destacam nas suas áreas de trabalho/formação.